Terça-feira, Novembro 28, 2006

The fallen ones


Existem vários actores que eu muito admiro pelo rumo que souberam dar à sua carreira. Um destes casos é Casper Van Dien que ficou conhecidissimo em 1997 por ser o protagonista de Starship Troopers e que ainda teve um papel secundário em Sleepy Hollow (A lenda do cavaleiro sem cabeça, filme de 1999). No espaço de 2 anos entre estes filmes entrou em cinema de "grande qualidade", mas a partir de Sleepy Hollow a sua carreira foi sempre a descer, ou fazendo jus a este blog "sempre a subir", entrando em filmes que não lembram a ninguém, dos quais eu felizmente já tive oportunidade de ver bastantes (talvez demais). Mas diga-se que Casper Van Dien sempre mostrou um talento inacto para este tipo de cinema. Este The fallen ones (2005) não foge à regra da filmografia de Casper Van Dien.

O filme é um projecto pessoal de Kevin VanHook que para além da realização assinou também o argumento, a edição e ainda teve tempo para um pequeno papel no filme. De notar que Kevin VanHook é um realizador ao qual os filmes desta qualidade não são desconhecidos (já em 2006 fez um novo filme com Casper Van Dien).

Quanto à história, esta resume-se a: O arqueólogo Matt Fletcher (Casper Van Dien) descobre um túmulo escondido que contem um gigante mumificado desde os tempos do grande dilúvio biblico. Matt para além de ter de descobrir que gigante é aquele tem de lutar contra um "Anjo caido", que na actualidade é um homem muito rico, e que procura recuperar o gigante (que é o seu filho) de modo a ter o controlo do mundo.

A história é confusa, sem grande linearidade e nexo entre as diferentes cenas. As interpretações são todas muitissimo más, não havendo um único actor que escape no meio do descalabro de interpretações. Os papeis de maior destaque, para além de Casper Van Dien, estão a cargo de Kristen Miller, uma actriz mais virada para a televisão e que teve um papel secundário em Cherry Falls (em português: Virgens de sangue, filme que me orgulho de ter visto no cinema), que interpreta Angela a colega de trabalho e interesse amoroso de Casper Van Dien. E Navid Negahban, outro actor que se dedica muito a televisão, no papel de Ammon/The fallen one (o mau da fita). Este Navid Negahban mostra um "grande " talento, visto que consegue passar o filme todo com a mesma expressão na cara.

De referir ainda o "grande" Tom Bosley no papel de um criptólogo amigo de Casper Van Dien. Este actor aparece no inicio do filme a falar inglês com um sotaque que é uma espécie de mistura entre alemão, árabe e mais qualquer coisa. Mas ao longo do filme o sotaque vai desaparecendo, havendo algumas altura em que volta mais carregado e com uma sonoridade diferente. Grande trabalho!

Os efeitos especiais são os normais para um filme de baixissimo orçamento como este, ou seja, muito maus. De referir as cenas em que aparece o gigante que são dignas de um jogo de computador de finais dos anos 90.

O melhor: a actriz Kristen Miller (pela sua beleza) e o sotaque de Tom Bosley.

O pior: ser mais um filme de Casper Van Dien.


Ficha técnica

Nome: The fallen ones
Ano: 2005
Realização: Kevin VanHook
Duração: 90 minutos

Segunda-feira, Novembro 27, 2006

Absolut Vodka


E se, de repente, os pólos magnéticos da terra se invertessem?
Foi isso que Sara Watson pensou para produzir uma das obras-primas de 2005... Absolute Zero.
E que concluiu ela perante tamanho pensamento?
Simples: Tudo o que geograficamente fique 30º acima e abaixo do equador ficaria subitamente a zero graus Kelvin... zero absoluto.
Genial, creio que nem Jim Wynorski, o deus dos filmes de série B e abaixo, se lembraria de tal façanha.
Façamos uma analogia algo rude: se ligarmos uma pilha (daquelas de volt e meio) ao contrário, estamos sujeitos a que o discman congele. Ok, ok, eu sei que a Sara Watson estava a falar de pólos magnéticos e não eléctricos, mas porra... também tenho direito a ter ideias geniais ou não?

Mas vamos ao filme:
Jeff Fahey é uma cara conhecida e já leva 96 filmes na sua longa carreira, sendo que apenas 4 deles possuem um rating acima de 6 no IMDB. Creio que dispensa mais apresentações.
Erika Eleniak é uma ex-coelhinha da playboy, e como todas as ex-coelhinhas da Playboy, talento aos pares não lhe falta. A sua cara talvez não seja muito conhecida, mas outros atributos saltam facilmente à memória da sua participação nesse supra-sumo da tv de qualidade que deu pelo nome de Baywatch.
O resto dos actores não interessa para nada, mas a Brittney Irvin com aquela carinha laroca chamou-me a atenção e já vi que tem dois filmes que merecem um visionamento mais atento, mais não seja pelos títulos que deixam antever uma qualidade inegável: Quarantine e Panic in the Skies!

O argumento já está meio desmontado nas linhas anteriores, mas há coisas que não se podem deixar de referir, tal como a forma encontrada para o meteorologista, a boa e a filha e ainda a tal Brittney (A.J. no filme) encontram para se salvar da frente fria que caminha tal qual um fantasma atrás das vítimas que pretende assombrar: trancar-se num laboratório.
Sim, porque todos nós sabemos que se de repente aparecesse uma frente fria daquelas que os meteorologistas se fartam de falar e na qual as temperaturas atinjam os 0 Kelvin, a solução seria simples: fecharmo-nos num quarto e calafetar portas e janelas.

Mas voltemos aos momentos iniciais do filme.
Começamos por nos encontrar em plena Antártida onde um grupo de cientistas leva a cabo uma expedição para determinar as causas do aparecimento de uma gruta. Até aqui nada de anormal. Grutas no pólo sul e gajos em camisa de manga curta a festejar o aquecimento global (não, não estou a inventar).
Mas, de repente, uma tempestade de neve de esferovite abate-se sobre todos e morte atrás de morte, sobra o nosso herói. Confesso que nunca tinha visto um tornado na Antártida, mas se os argumentistas dizem que há, quem sou eu para contrariar.
A imagem corta e encontramos o nosso herói já em Miami a analisar os dados da tempestade. Como raio o homem se salvou da tempestade não sei, mas isso não interessa para nada.
Depois a história do costume. Um mau da fita, que neste caso é o patrão da empresa onde trabalha o meteorologista e que faz tudo para evitar que este convença as pessoas importantes que financiam a sua empresa de que o frio está a caminho.
Há ainda a realçar o encontro do herói com o amigo de longa data que o vai ajudar a interpretar os dados e com a mulher deste que é, por acaso, sua ex-namorada que abandonou há dez anos.

Depois vem um dos momentos altos do filme. A reunião entre senadores americanos e o patrão da empresa para financiar um projecto capaz de parar as consequências de uma nova época glaciar que deve ocorrer dali a 300 anos.
Sim, porque este último parágrafo não está sem sentido. Eu escrevi mesmo isto porque é o argumento do filme.
Eis que entra de rompante o nosso meteorologista e, interrompendo a conversa entre os presentes, nos brinda com um momento de grande categoria. Um Óscar é o mínimo que se lhe pode atribuir. E como as imagens valem por mil palavras, tomei a liberdade de vos preparar uma animação com imagens do filme e um pequeno extra que me pareceu adequado.
A verdade é que a conversa convenceu mesmo o senador que manda evacuar Miami enquanto se começam a sentir os primeiros efeitos de uma época glaciar que se abate em questão de minutos sobre a cidade. Icebergues na costa, mais neve de esferovite, gajas boas em bikini a sentir arrepios, etc etc.
Depois vem a batalha final contra a vaga de frio: fugir para se trancarem num laboratório. E fugir como? Correndo o mais que conseguirem. Segundo Sara Watson (nunca é demais referir o nome por causa de tamanho brilharete na escrita deste argumento) o frio vem de uma direcção e congela tudo nessa mesma direcção. Por isso basta correr em sentido contrário.
Pelo meio há a morte do amigo do meteorologista numa cena com efeitos especiais de cortar a respiração, morte essa que parece ter agradado ao nosso herói e á sua (agora) viúva, porque nem 3 minutos de filme depois já se notava um certo clima de "há dez anos abandonei-te, mas agora era gajo de te aquecer"... afinal o frio aperta a todos.
E pronto, cenas finais, os nossos sobreviventes trancados no laboratório enquanto o exterior congela, à espera de receber um telefonema de alguém mais que tivesse sobrevivido. Chega um helicóptero (sim, porque quando a noite passa, os 0 kelvin também passam) e imagem final de arrepiar:
O globo, congelado no equador.


O melhor:
  • A carinha laroca da Brittney Irvin.
  • A neve de esferovite.
  • Os tornados que nascem do nada derivados da mudança de pólos magnéticos terrestres.
  • O par de talentos da Erika Eleniak.

O pior:
  • A falta de respeito do nosso herói para com o seu amigo de longa data, que após a morte deste demora 3 minutos de filme para lhe tentar galar a viúva.


Ficha Técnica:

  • Título: "Absolut Zero"
  • Ano: 2005
  • Realizado por: Robert Lee
  • Duração: 86 minutos

Terça-feira, Novembro 14, 2006

Deep Rising - O horror, a tragédia....


...É importante referir que durante a elaboração deste texto não foram usados utensílios de cozinha para fazer lobotomias a certas e determinadas pessoas às quais uma lobotomia poderia efectivamente melhorar a qualidade de vida...

Após uma longa sabática, estamos de volta!
Sim, sabemos que sentiram a nossa falta, apesar da escassa quantidade de comments que são feitos...

Só recentemente me deu vontade de arranjar tempo de escrever neste blog. Curiosamente foi mais ou menos na mesma altura em que apanhei na RTP o filme "Deep Rising" de Stephen Sommers. Devem com certeza lembrar-se deste senhor, que tem na sua filmografia "A múmia", "A múmia regressa", "o Rei Escorpião" e "Van Helsing", filmes que podem ver num sábado ou domingo à tarde mais ou menos uma vez de cada dois em dois meses na TVI. Bem, aparentemente antes de começar com estes Blockbusters de qualidade mais ou menos duvidosa ele fez esta obra prima do cinema mundial.
O filme conta com a participação de Treat Williams um senhor muito habituado à ideia de ser um mau actor que só faz papeis medíocres e ainda com a participação de Famke Janssen, actriz que brilhou nos filmes dos "X-Men" e da qual se poderam lembrar como a letal Xenia Onnatop de "Goldeneye".
Mas agora sem mais delongas, o filme.

O argumento:

Um paquete de luxo, o primeiro totalmente automatizado está na sua viagem inaugural, entre os seus convidados está uma ladra extremamente hábil, Trillian St. James que está ali para aliviar todos os ricaços dos seus pertences. Entretanto um grupo de mercenários contracta a tripulação de um barco, cujo capitão é John Finnegan(Treat Williams) para um transporte mas sem revelarem o objectivo da viagem nem nada parecido, coisa que para Finnegan, para além de lhe parecer extremamente normal, não lhe levanta qualquer suspeita.
O paquete é então atacado por qualquer coisa e quase toda a gente morre.
Entretanto descobrimos que os mercenários querem os diamantes que estão nos cofres do paquete mas quando chegam ao navio são obrigados a lutarem pelas suas próprias vidas.

A não perder:

1 - O(s) Monstro(s), é algo tipo lula gigante com tentáculos que parecem ter um comprimento infinito, e que vive da água que se encontra no sangue humano(algo muito comum para uma criatura que vive no meio do mar, onde o que lhe falta é mesmo água e sangue humano existe com abundância).
2 - John Finnegan e o seu sentido de heroísmo
3 - Famke Janssen, porque sim
4 - Os mercenários, são completamente estereotipados e muito maus actores
5 - A maneira como o monstro morre
6 - A fuga de moto de água
7 - A chacina de todos as pessoas que estão dentro do barco
8 - O final do filme
9 - A maneira como o barco parece estar feito(é possível ficar frente a frente com alguém quando essa pessoa está a andar no mesmo sentido e no mesmo corredor que a outra e com alguns minutos de avanço)
10 - A montagem de cenas

Um dos tentáculos do monstro

Conclusão:

Vejam o Filme só se sentirem que, tal como eu, a Famke deve ser vista independentemente do filme ou se quiserem rir-se à brava porque não tem quase nada que se aproveite.

Ficha Técnica:

Título: "Deep Rising"
Ano: 1998
Realizado por: Stephen Sommers
Duração: 106 minutos
IMDB

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