H.G. Well’s: war of the worlds
Falar de C. Thomas Howell é sinónimo de falar
Lançado em 2005 mo mesmo ano do badalado Guerra dos Mundos de Steven Spielberg, este filme acabou por passar um pouco ao lado muito por culpa do filme protagonizado por Tom Cruise. Apesar de ser baseado na mesma obra e de o cerne da história ser praticamente o mesmo, este filme segue outro caminho que o filme de Spielberg não seguia. Enquanto Guerra dos Mundos se centrava mais na acção para mostrar o caminho que um pai percorre para salvar os seus filhos, este filme mostra uma vertente mais filosófica de um pai à procura da sua familia, mostrando o caminho que ele percorre e todas as questões filosóficas e religiosas que se deparam. Mas será que o resultado é bom? NÃO. O filme acaba por não ter sentido nenhum e por ser uma das maiores secas que já apanhei em frente ao ecrã.
O filme conta a história de George Herbert (C. Thomas Howell) um astrónomo que vai com a família a Washington para comemorar o 10º aniversário de casamento. Mas a queda se um suposto meteorito vai mudar os seus planos. A sua mulher e filho (interpretado por Dashiell Howell filho de C. Thomas Howell na vida real) partem para Washington enquanto ele fica a investigar o que se passou. De seguida George vai deparar-se com uma luta pela sobrevivência e para tentar encontrar a sua família. Pelo caminho depara-se com cidades destruídas, pessoas desesperadas e um grupo de pessoas que o vão fazer repensar na vida: um soldado que anda perdido e não sabe o que fazer, um outro grupo de soldados que pensa que vai ganhar a guerra, um padre que perdeu a fé, o irmão que é um antigo Ranger, etc. Todas estas personagens têm uma história e todas elas questionam o que se passa e qual o sentido de tudo aquilo: o sentido da vida. Mas todas estas questões são postas de uma forma lamechas e sem sentido nenhum.
O realizador (David Michael Latt) não é nenhum novato em matéria de filmes de "boa" qualidade, tanto a realizar com a produzir. Já ganhou diversos prémios em festivais de filmes de série B e já esteve nomeado para melhor filme no Fantasporto com o filme Killers.
Este filme é um projecto pessoal uma vez que realiza, escreve, produz e ainda tem tempo de ser o editor do filme. O resultado não é agradável para o espectador, mas após analisar a sua filmografia o resultado final do filme deve ter sido do agrado de David Michael Latt.
Os aspectos “bons” do filme não são muitos, mas os que existem são de “qualidade”. Em relação aos extraterrestres estes possuem uns
Mais Bons Momentos de Cinema:
- A cena em que o soldado vê a única fotografia que George tinha e pergunta se era a sua mulher e um dia mais tarde pergunta se ele tem filhos e George mostra-lhe a mesma fotografia onde está a mulher e o filho.
- Para mim, a melhor cena: quando George e o padre estão a comer bagas num descampado e de repente está um extraterrestre por cima deles, vindo não se sabe de onde nem como.
- Por fim resta afirmar que de forma geral todas as cenas são absurdas, mas, a partir do momento em que George e o padre ficam presos numa casa o filme passa a ser completamente surreal e não se percebe nada do que se está a passar.
Nome: H.G. Wells: war of the worlds
Ano: 2005
Realização: David Michael Latt
Duração: 93 minutos















