Scorpius Gigantus
Falar de filmes maus e não falar de Jeff Fahey pode ser considerado crime.
Actor com uma carreira invejável, com filmes do calibre de (a titulo de exmplo e falo dos que já vi) Crimsom Force ou Corpses. Mas todos os actores erram, e Jeff Fahey não é excepção, ele, por incrivel que pareça já fez filmes bons ou menos maus. Dentro destas categorias incluio as suas colaborações com Lawrence Kasdan em Silverado e Wyatt Earp, e no filme White Hunter Black Heart de Clint Eastwood.
Mas com este Scorpius Gigantus Jeff Fayei voltou a "acertar em cheio", pois o filme é mesmo muito mau, aliás, eu não via um filme tão mau há muitos meses.
A história é simples: uns mafiosos russos roubam um camião que pensavam conter urânio, mas na verdade possui uma máquina de matar criada geneticamente. Uma força especial americana é enviada para resolver o problema.
Em primeiro lugar há que referir que a dita máquina de matar é uma mistura de genes de escorpião, de barata e humanos. Para misturar a isto o argumentista num golpe de "perfeita" inspiração lembrou-se de misturar titânio… sim, leram bem, misturaram genes e titânio para formar um bicho.
A realização é "impecável", o realizador Tommy Withrow (que com este filme faz a sua estreia) aproveita o "melhor" dos seu actores e decide-se por uma realização "estranha", tão estranha que eu desconfio mesmo que o realizador deve ter tomado bastantes drogas ao fazer este filme. Só isso explica o resultado final do filme e a maneira como as cenas são feitas e como as coisas se passam. Mas o realizador não deve ter sido o único a ter ajuda que grandes quantidades de droga: o argumentista para ter esta ideia brilhante também deve ter consumido muita droga assim como os actores.
Todos os actores conseguem ser muito maus, nenhum deles consegue minimamente representar e muitos deles nota-se que nem sabem para onde devem olhar, isto demonstra não só um "bom" trabalho dos actores mas uma "boa" direcção da parte do realizador. Atrevo-me a destacar aqui as “melhores”interpretações, para além do já referido Jeff Fahey que mostra que quanto mais velho está "melhor" actor consegue ser, existe a “magnifica" Jo Bourne-Taylor (actriz desconhecida mas "com futuro") no papel de uma cientista que consegue manter a mesma expgressão do início ao fim. Para rivalizar com a cientista temos a soldada russa (Evenia Vasileva, mais uma estreia) que também demonstra muita expressividade. Mas o “melhor” é mesmo o General Miller, “brilhantemente” interpretado por Ray Hartbarger (Phantom Force), um actor que merecia um papel mais relevante, visto que das poucas vezes que ele aparece rouba todo o protagonismo do filme para si. Posso dar um exemplo: ao “grande” Ray Hartbarger nota-se que lhe custa falar e memorizar uma frase, quanto mais demonstrar uma emoção.
De notar que Ray Hartbarger é um actor tão misterioso e obscuro que no imdb nem aparece creditado a este filme.
Tenho ainda a referir que a música do filme que é muito “boa” e os efeitos especiais são ainda "melhores" pois a equipa de efeitos especiais esmerou-se para realizar um bom trabalho e nota-se a "perfeita" adequação das imagens digitais com o posicionamento dos actores.
Para finalizar resta-me dizer que o filme está cheio de coisas impressionantes tal como corpos que dão muitas piruetas no ar quando existe uma explosão, injecções de sangue do bicho, um soldado americano e uma soldada russa que estão a tentar matar o bicho e que após ouvirem o seu barulho e dizerem que estão com medo se põem aos beijos, um barco que ao explodir se transforma em pó, soldados mortos que se transformam em zombies (mas só no inicio, depois o realizador deve-se ter esquecido que eles ficavam zombies!), pedaços de corpos que caem do ar sem mais nem menos, etc.
Em resumo: um "óptimo" filme para se ver.
Resta-me perguntar: porque é que se gasta dinheiro a fazer filmes como este?
O melhor: Ray Hartbarger no papel do General Miller (nota-se um perfeito estudo do seu papel)
O pior: o General Miller não ter tanto protagonismo como merecia e eu ter perdido hora e meia da minha vida a ver este filme.
Ficha técnica
Nome: "Scorpius Gigantus"
Ano: 2005
Realização: Tommy Withrow
Duração: 91 minutos







