Sábado, Abril 22, 2006

Scorpius Gigantus




















Falar de filmes maus e não falar de Jeff Fahey pode ser considerado crime.
Actor com uma carreira invejável, com filmes do calibre de (a titulo de exmplo e falo dos que já vi) Crimsom Force ou Corpses. Mas todos os actores erram, e Jeff Fahey não é excepção, ele, por incrivel que pareça já fez filmes bons ou menos maus. Dentro destas categorias incluio as suas colaborações com Lawrence Kasdan em Silverado e Wyatt Earp, e no filme White Hunter Black Heart de Clint Eastwood.

Mas com este Scorpius Gigantus Jeff Fayei voltou a "acertar em cheio", pois o filme é mesmo muito mau, aliás, eu não via um filme tão mau há muitos meses.

A história é simples: uns mafiosos russos roubam um camião que pensavam conter urânio, mas na verdade possui uma máquina de matar criada geneticamente. Uma força especial americana é enviada para resolver o problema.

Em primeiro lugar há que referir que a dita máquina de matar é uma mistura de genes de escorpião, de barata e humanos. Para misturar a isto o argumentista num golpe de "perfeita" inspiração lembrou-se de misturar titânio… sim, leram bem, misturaram genes e titânio para formar um bicho.

A realização é "impecável", o realizador Tommy Withrow (que com este filme faz a sua estreia) aproveita o "melhor" dos seu actores e decide-se por uma realização "estranha", tão estranha que eu desconfio mesmo que o realizador deve ter tomado bastantes drogas ao fazer este filme. Só isso explica o resultado final do filme e a maneira como as cenas são feitas e como as coisas se passam. Mas o realizador não deve ter sido o único a ter ajuda que grandes quantidades de droga: o argumentista para ter esta ideia brilhante também deve ter consumido muita droga assim como os actores.

Todos os actores conseguem ser muito maus, nenhum deles consegue minimamente representar e muitos deles nota-se que nem sabem para onde devem olhar, isto demonstra não só um "bom" trabalho dos actores mas uma "boa" direcção da parte do realizador. Atrevo-me a destacar aqui as “melhores”interpretações, para além do já referido Jeff Fahey que mostra que quanto mais velho está "melhor" actor consegue ser, existe a “magnifica" Jo Bourne-Taylor (actriz desconhecida mas "com futuro") no papel de uma cientista que consegue manter a mesma expgressão do início ao fim. Para rivalizar com a cientista temos a soldada russa (Evenia Vasileva, mais uma estreia) que também demonstra muita expressividade. Mas o “melhor” é mesmo o General Miller, “brilhantemente” interpretado por Ray Hartbarger (Phantom Force), um actor que merecia um papel mais relevante, visto que das poucas vezes que ele aparece rouba todo o protagonismo do filme para si. Posso dar um exemplo: ao “grande” Ray Hartbarger nota-se que lhe custa falar e memorizar uma frase, quanto mais demonstrar uma emoção.
De notar que Ray Hartbarger é um actor tão misterioso e obscuro que no imdb nem aparece creditado a este filme.

Tenho ainda a referir que a música do filme que é muito “boa” e os efeitos especiais são ainda "melhores" pois a equipa de efeitos especiais esmerou-se para realizar um bom trabalho e nota-se a "perfeita" adequação das imagens digitais com o posicionamento dos actores.

Para finalizar resta-me dizer que o filme está cheio de coisas impressionantes tal como corpos que dão muitas piruetas no ar quando existe uma explosão, injecções de sangue do bicho, um soldado americano e uma soldada russa que estão a tentar matar o bicho e que após ouvirem o seu barulho e dizerem que estão com medo se põem aos beijos, um barco que ao explodir se transforma em pó, soldados mortos que se transformam em zombies (mas só no inicio, depois o realizador deve-se ter esquecido que eles ficavam zombies!), pedaços de corpos que caem do ar sem mais nem menos, etc.

Em resumo: um "óptimo" filme para se ver.
Resta-me perguntar: porque é que se gasta dinheiro a fazer filmes como este?

O melhor: Ray Hartbarger no papel do General Miller (nota-se um perfeito estudo do seu papel)

O pior: o General Miller não ter tanto protagonismo como merecia e eu ter perdido hora e meia da minha vida a ver este filme.


Ficha técnica

Nome: "Scorpius Gigantus"
Ano: 2005
Realização: Tommy Withrow
Duração: 91 minutos

Terça-feira, Abril 18, 2006

Há dias em que um tipo devia era ficar na cama...

...É importante referir que durante a elaboração deste texto não foram usados utensílios de cozinha para fazer lobotomias a certas e determinadas pessoas às quais uma lobotomia poderia efectivamente melhorar a qualidade de vida...

Sabem quando têm um daqueles dias em que nada parece correr bem? Pois é, no outro dia tinha decidido sacrificar-me pelos meus leitores, tinha dito para mim próprio: "Vê de novo o Alone In the Dark, já o viste há tanto tempo que não vais conseguir fazer uma crítica decente e os leitores merecem uma crítica decente...". Sim, é verdade que eu me tinha decidido mas infelizmente não consegui encontrar o filme.
Encontrei, no entanto, isto.

Eu ia ver de novo um filme mesmo muito mau, e que, ao contrário do que o senhor Uwe Boll diz, não é um filme bom porque o argumento não dava para mais. Isto não é bem a verdade. Eu não o critico por ele fazer filmes de videojogos, apesar de haver algumas pessoas que o façam, eu critico-o por achar que os filmes dele são mesmo muito maus e apesar de nunca ter visto o seu trabalho anterior posso garantir que o que vi dele é muito mau.

Se o trabalho dele está a progredir e o Alone in the Dark é dez vezes melhor do que o House of Dead então só posso dizer isto: eu não noto grande diferença a não ser no orçamento.
Se ele acha que é bom realizador só que escolhe argumentos maus então porque não escolhe outros argumentos? Mesmo que o mundo dos videojogos seja uma má fonte de filmes, o que é mentira, pois há videojogos com argumentos e histórias muito superiores a muitos filmes, mas, mesmo que isso fosse verdade, a beleza de adaptar um argumento não consiste num alterar a história de uma maneira mais ou menos significativa para que o meio pretendido, neste caso o meio cinematográfico, fique satisfeito? Ou seja, a adaptação de um videojogo para cinema não passa por alterar a história de maneira a que pessoas sem conhecimento prévio do jogo possam passar um bom bocado? Veja-se o exemplo de Tomb Raider cujas adaptações, apesar de deixarem um pouco a desejar, não deixam de ser filmes medianos e que podem ser apreciados por uma plateia bastante diversificada.

Sim, House of the dead é um jogo em que se matam zombies mas a história não pode ser um pouco mais desenvolvida? A relação entre as personagens não pode ser melhor realizada? Uma adaptação de videojogo implica meter imagens do próprio videojogo a meio do filme sem qualquer ligação lógica como Uwe Boll fez no House of the Dead?

E quanto ao Alone in the Dark, que tentativa de argumento foi aquela? De todos os momentos memoraveís do filme apenas retenho um que ficou gravado na minha mente e que me acompanhará o resto dos meus dias: a sequência de cerca de 3 minutos em que não há luz absolutamente nenhuma, a não ser as armas a dispararem, o som está muito superior ao resto do filme(tive que baixar o volume porque senão podia rebentar os meus tímpanos), uma música que pode ser descrita como "Rock da pesada" está a tocar e não se percebe nada do que se passa. Eu chamei a isto "a sequência do videoclip".

Sim, eu percebo que ele até possa ser chateado demais pelo que ele diz "um milhar ou dois de vozes da Internet", mas tentar passar a ideia de os seus filmes são bons para o público em geral é tentar enganar as pessoas que ainda não viram nenhuma das suas adaptações de videojogos.

E quanto ao financiamento dos seus filmes? Eu e outro dos escritores deste blog já há muito nos perguntavamos se o Uwe Boll não estaria a lavar dinheiro ou qualquer coisa do género porque na verdade os filmes dele davam o lucro de 3 milhões de dólares(no caso do House of Dead) ou nem sequer cobriam o investimento(ver Alone in the Dark) . Bem, aparentemente a lei alemã do financiamento dos filmes era qualquer coisa do género: vocês investiam 100 000 euros num filme e tinham 100 000 euros que não entrava no cálculo dos impostos!!!!

Não, senhor Boll, até você começar a fazer filmes bons( e que eu tenha visto) ou adaptações que façam sentido(e que eu tenha visto) e que até sejam filmes semi-decentes(e que eu tenha visto) eu não lhe dou o prazer de dizer que faz filmes bons(e que eu tenha visto). Isso, seria mentir.

P.S. Dentro de 2 dias devo deixar aqui a minha crítica a Mansquito!!!

Sexta-feira, Abril 07, 2006

Gingerdead Man - O bom, o mau e o boneco de gengibre....

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...É importante referir que durante a elaboração deste texto não foram usados utensílios de cozinha para fazer lobotomias a certas e determinadas pessoas às quais uma lobotomia poderia efectivamente melhorar a qualidade de vida...

Sei bem que tinha prometido que iria fazer uma crítica a um outro filme do Sr. Uwe Boll na próxima vez que escrevesse neste blog, no entanto algo aconteceu que me alterou um pouco os meus planos iniciais. Hoje vi um filme muito bom. De tal maneira bom que em vez de ir dormir, como geralmente acontece quando estou cansado e já é um bocado tarde, tive que escrever o que pensava acerca do filme. Da mente de Charles Band, um realizador que, aparentemente, é detentor de um enorme fetiche por filmes que envolvam bonecos assassinos (pensem no Chuky mas num nível muito menos comercial) chega-nos esta pérola.

Dos actores pouco se pode dizer, apenas um é mais conhecido, Gary Busey, actor que chegou a estar nomeado para um óscar e entrou no Under Siege com Steven Seagal, mas também, nos últimos anos tem assombrado o circuíto dos filmea que saem quase só para dvd. De resto os actores não merecem quase menção nenhuma exceptuando é claro o actor que representa o Brick "The Butcher Baker" Fields, a menção é dado pela extrema dificuldade que é representar uma personagem tão peculiar quanto esta.

O Argumento:

Viram o Chucky? Se a resposta é não, basicamente a história é que um psicopata é morto e encarna num boneco. Neste filme passa-se basicamente a mesma coisa, com algumas diferenças: o psicopata morre na cadeira eléctrica e é cremado, as cinzas vão parar à mãe que as envia como ingrediente para a padaria onde trabalha a pessoa que testemunhou contra o seu filho (a heroína do filme). Claro que como sempre alguém usa as cinzas para fazer bonecos de gengibre, ainda por cima a personagem Brick corta um braço e, literalmente, espreme o sangue para cima da massa, e depois ainda por cima dá-se uma falha de tensão, um curto-circuito e mais uns acontecimentos estranhos portanto o que se passou a seguir pode ter sido causado por qualquer uma das ocorrências acima referidas. O psicopata reincarnou num boneco de Gengibre do tamanho de um revólver. Ao longo do filme dá para imaginar que também é tão rápido quanto o Speedy Gonzalez e também possuí um certo grau de invisibilidade...
O boneco depois tenta matar toda a gente, até aqui é mais ou menos a história do costume mas, como sempre, nestes filmes menos comerciais há sempre pormenores geniais que atestam a qualidade dos actores, dos realizadores, dos técnicos de efeitos especiais, enfim, toda a equipa envolvida na criação do filme. Temos um aspirante a lutador de luta livre: o Butcher Baker, temos um bad-boy, uma miss cara bonita de Wacko (terra a evitar, se as misses só são assim então aquilo é um sítio mau), a heroína do filme, a mãe delas, que é bêbeda e gosta de andar a dar tiros de caçadeira(tem uma mira infalível), um gajo com uma padaria rival, uma
extra que anda lá só para ser morta (ou pelo menos ser uma vítima, se calhar é melhor dizer tentativa de vítima)...

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O Butcher Baker em grande plano e no fato de luta livre...

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Ao atropelar uma das suas vítimas...

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Não me perguntem como ele mete as mudanças...

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Quem diria que um boneco de gengibre deste tamanho podia ser tão perigoso...

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Um "cameo" do Skeleton Man?

A não perder:

1 - O cameo do Skeleton Man;
2 - O Butcher Baker;
3 - A grande frase do Butcher Baker "Now it's time to meet your maker, prepare to face the butcher baker, for tonight your ass it toast.";
4 - O boneco de gengibre;
5 - O boneco de gengibre a atropelar uma vítima;
6 - O boneco a ser criado(mais rebuscado era impossível);
7 - O boneco a usar o revolver;
8 - As luzes falham mas aparentemente ainda há luz em toda a padaria;
9 - A padaria por dentro deve ser do tamanho de um grande supermercado mas por fora não é muito maior que um café-snack bar de província;
10 - Todo o filme.

Conclusão:

Este filme marca quem quer que o veja. Já há algum tempo que via algo tão "alternativo", sim, eu sei que estamos habituados ao cinema underground mas hoje em dia é raro sermos surpreendidos por um filme. Não é só a premissa, não é só as falhas inerentes, nem os efeitos especiais. Talvez o que marca mais este filme é a sua curta duração, explicada por um possível corte de todas as partes onde qualquer coisa semelhante a uma história coerente pudesse existir... Vejam e pasmem-se.
E agora deixo-vos uma questão: o que estava o Skeleton Man a fazer neste filme e qual o interesse dele na criação de um boneco de gengibre? Estará na calha um "Skeleton Man Vs Gingerdead Man"? Só podemos ter esperança que sim. Produtores do mundo, ouçam-me, este projecto nas mãos de um visionário, Wynorsky ou Boll pode vir a ser um grande sucesso....

Ficha Técnica:
Título:"The Gingerdead Man"
Ano: 2005
Realizado por: Charles Band
Duração: 70 minutos(com créditos)
IMDB

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