Segunda-feira, Março 20, 2006

Frog-g-g!


Medo.
Muito em breve, por aqui, sapos mutantes com cio, relações lésbicas, fábricas de produtos tóxicos, actrizes feias, violações.

A análise ao vencedor do concurso de cinema independente de L.A. (2004): Frog-g-g

Em breve... muito em breve.
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Sexta-feira, Março 10, 2006

O Massacre das Cheerleaders e não só

Brilhante.
Aliás, não seria de esperar menos de um produtor/realizador como Jim Wynorski, autor de blockbusters como Bare Wench Project, Komodo vs Cobra ou Gargoyle .
Cheerleader Massacre é uma obra de grande envergadura, da qual resultam certamente memórias que perdurarão para quem o vê.
A sede de vingança de um psicopata, que no fim de contas não é o assassino em série que todos pensavam (mata só 3 ou 4 personagens), misturado com a surpresa de um assassino que consegue matar no meio do monte, mesmo quando o argumento mostra que na altura do homicídio se encontra em viagem numa carrinha com mais un 5 ou 6 personagens. O argumento é simplesmente brilhante, nunca é demais repetir.
Tal como o nome do filme indica, o que acontece durante os maravilhosos 85 minutos de filme é um massacre... a cheerleaders, a polícias, a quem perde 85 minutos duma bela noite de inverno a visionar esta obra magnificiente.
O genocídio começa cedo, numa tenda onde um par de namorados pernoita, e segue, sem qualquer tipo de ligação visível, para um balneário feminino, repleto de jovens desnudadas, com grandes atributos (mais uma marca intrínseca das obras de Jim Wynorsky).
Num chuveiro, na sanita, o assassino implacável ataca com um instrumento que faz lembrar um saca-rolhas gigante.
De notar que achei interessante o facto das cheerleaders fazerem ensaios com roupa casual, tomam banho e voltam a vestir a mesma roupa de seguida. A direcção geral de serviços de higiene pública agradece.

Depois das primeiras mortes, e do resto das miúdas se dirigirem para uma carrinha que as encaminhará a outra cidade sem que a falta das assassinadas fosse notada, o elenco encabeçado por Tamie Sheffield, uma playmate de categoria, acaba por se perder num monte depois da carrinha ter ficado sem gasóleo. Achada uma bela cabana, eis que decidem passar a noite por lá, e uma a uma, vão caindo como pardais nas malhas do assassino.

Deixo-vos umas quantas imagens com comentários que me pareceram essenciais à percepção da história, e a ficha técnica do filme.

Uma bela perseguição com o saca-rolhas gigante e eléctrico na mão.


Nesta imagem podemos ver o que é descrito no filme como uma "tempestade em que neva, e neva, e neva..."

Quando falha a luz numa casa, há compartimentos que têm geradores próprios...

Tal como se pode confirmar na fantástica cena do duche que dura mais de 3 minutos em Jim Wynorski foca prolongadamente os belos atributos da sua actriz principal. Aqui a luz também se esqueceu de falhar.

As tempestades de neve, na américa, de noite, fazem maravilhas. Podem até andar de t-shirt pela floresta. Deve ser uma tempestade de neve artificial.

A cara de horror e surpresa destes fabulosos actores... momento genial, mas não tão genial como o próximo: o porquê destas caras de horror.

Sem palavras... simplesmente arrebatadora esta cena.

Talvez a minha cena favorita: se forem substituír fusíveis na caixa e estiverem com as solas de borracha dos vossos sapatos molhadas... tenham medo. Tenham muito medo.


O melhor:
A professora de ginástica das cheerleaders.

O pior:
A capacidade fenomenal que Jim Wynorski tem de conseguir pegar no mau e fazer dele ainda pior.

Ficha técnica:
Nome: Cheerleader Massacre
Ano: 2003
Realzação: Jim Wynorsky
Duração: 85 minutos

Quinta-feira, Março 09, 2006

"House of the dead" - O código Uwe Boll...

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...É importante referir que durante a elaboração deste texto não foram usados utensílios de cozinha para fazer lobotomias a certas e determinadas pessoas às quais uma lobotomia poderia efectivamente melhorar a qualidade de vida...


Ao fim de alguns meses sem qualquer actividade decidi ser agora uma boa altura para recomeçar a actividade a que nos proposemos quando formamos este blog, ou seja, dar a nossa opinião à cerca de filmes que por uma razão ou outra determinamos serem verdadeiramente geniais, ou por outras palavras, de culto.
E nada melhor para começar do que dedicar um artigo acerca de um filme de um dos mais originais e corajosos realizadores dos nossos dias: Uwe Boll (o meu próximo artigo deverá também ser acerca de outro filme deste senhor do cinema contemporâneo).

Em 2003 espectadores de cinema de todo o mundo puderam pela primeira vez assistir à primeira incursão deste grande cineasta pelo mundo das adaptações de videojogos. Este foi o momento que será recordado para sempre por historiadores, críticos e fãs de bom cinema. Após a criação deste filme, e das outras adaptações de videojogos que se lhe seguiram, todos os cineastas do mundo sabiam que por muito mau que fosse o filme que fizessem nunca podia ser tão mau quanto o que Uwe Boll faz. Para todos os efeitos, no que toca a criações cinematográficas, quem define o mínimo é Uwe Boll. Todos os filmes dele criam a sensação de que se o filme fosse um bocadinho pior deixava de ser considerado filme e passava a ser considerado um "home video"...

O elenco deste filme é composto praticamente por desconhecidos. Temos Jonathan Cherry, Tyron Leitso (o nosso herói), Clint Howard (actor de grandes papeís), a magnífica Erica Durance (a Lois Lane do Smallville), a diva deste filme Ona Grauer e mais alguns outros actores e actrizes.

O Argumento:

Uma rave numa ilha deserta, um grupo de amigos à procura de diversão, bebida e sexo, um barco de contrabandistas e polícias ultra-zelosos. Uma casa no meio da ilha. Uma maldição antiga. E um terror antigo à espreita... É muito difícil dar um resumo muito mais exacto pois sem dúvida alguma estragaria algumas surpresas do filme.
Quem é que estou a enganar? O argumento é isto, não há mais nada a dizer. No entanto devo referir que o boss final do filme faz o que faz porque sim, não se percebe o porquê da existência dos zombies nem como raio é que foi organizada a rave...

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Uma das cenas que aparece por milésimos de segundo sem qualquer ligação ao filme

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Ona Grauer, a diva do filme(se quiserem ver outros trabalhos dela aconselho o episodio do Stargate em que ela aparece, e aconselho a ver a imagem, vale mesmo a pena...)

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O resultado de uma grande cena de luta.

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Mais uma vez Ona Grauer, palavras para quê?

A não perder:

1 - Ona Grauer.
2 - Ninguém na rave, sinais de luta por tudo o lado e de que se lembram os grandes heróis? "Hey, look, Free Beer!"
3 - A quantidade de zombies que os heróis, que não têm treino com armas, conseguem matar(quem quiser pode tentar contar mas fiquem avisados, são muitos).
4 - O logotipo da SEGA, provavelmente a empresa nunca vai recuperar desta destruição da sua imagem.
5 - A gaja das artes marciais.
6 - Cena imperdível, a nossa heroína salta para se escapar a um machado que lhe atiram, quando está no ar dispara uma caçadeira, mata o zombie, aterra no mesmo sítio e o machado passa-lhe ao lado(efeito da rotação da terra????).
7 - Os efeitos especiais que seguem a bala que foi disparada na cena que falei anteriormente.
8 - A filmagem que eles mostram do ataque inicial dos zombies.
9 - A actuação do já referido Clint Howard.
10 - As imagens do videojogo que vão aparecendo de repente vindas do nada e sem qualquer relação com a acção do filme e que desaparecem tão depressa como apareceram.

Conclusão:

Imperdível por todos os interessados em descobrir toda a obra de Uwe Boll. Imperdível por todos os que querem ver o que é uma adaptação de videojogos e porque é que não devem ser feitas. Está no top dos piores filmes de sempre(em número 14), convém ver esta obra de arte pois não há muitas que lhe se igualem.

Ficha técnica
Título: "House of the Dead"
Ano: 2003
Realizado por: Uwe Boll
Duração: 90 minutos(aproximadamente)
IMDB

Abril 2006 Fevereiro 2006 Página inicial