Terça-feira, Maio 17, 2005

"Skeleton Man" - A insustentável leveza do ser...

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Devo frisar que as opiniões expressas nos seguintes paragráfos não são partilhadas de modo algum por: crianças com menos de 6 anos, animais de médio e pequeno porte, neo-nazis, neo-conservadores, neo-liberais, gente que cheira mal dos pés, alguns tipos de hortaliça e um rabanete. Também é importante referir que durante a elaboração deste texto não foram usados utensílios de cozinha para fazer lobotomias a certas e determinadas pessoas às quais uma lobotomia poderia efectivamente melhorar a qualidade de vida...

Ao longo do ano de 2004, como já puderam verificar, um grande quantidade de filmes de qualidade foram lançados: a título de exemplo deixem-me apontar para os dois objectos das minhas primeiras críticas "Starship Troopers 2" e "Boa vs Python" ambos filmes de culto que merecem todo o nosso apoio e gratidão por terem sido feitos. Nesse mesmo ano foi lançado este maravilhoso filme, o seu realizador era o estreante Johnny Martin, antigo duplo de vários filmes. Este seu trabalho foi uma espécie de grito de guerra, mostrando ao mundo do que era capaz. Não te preocupes Johnny, nós vimos do que eras capaz, para quando o próximo?

O filme conta também com a presença de grandes actores: Michael Rooker, conhecido pela notável prestação que teve no filme "Nico: Above the law" com o grandioso Steven Seagal (é um dos homens que está no bar), Casper Van Dien, conhecido pela sua grande interpretação noutro filme de culto "The Omega Code", a bela Sarah Ann Schultz até aí conhecida pelo papel de empregada de mesa em "Waitin' to Live", Nils Allen Stewart que teve um papel brilhante no espectacular "Double Dragon", Jerry Trimble campeão de Kickboxing que protagonizou o épico "One man Army", e finalmente a practicamente desconhecida Noa Tishby. Sim , eu também pensei o mesmo, é um grande elenco até me arrisco a dizer que mesmo que o argumento ou a realização fossem más(e podem acreditar quando vos digo que não são) o filme ainda seria bom.

O Argumento:

Dois arqueólogos estão a examinar umas peças tiradas de um cemitério indio quando de repente uma figura de capa e capuz os mata - quero deixar bem explicito que não houve nada de especial até às mortes, ninguém brincou com os artefactos, não houveram relâmpagos, ninguém deixou cair sangue em cima de um artefacto, nada das coisas que costumam ser associadas a maldições. Foi um começo que só por si já foi muito bom por ser exactamente tão difícil de encontrar inícios tão originais. Depois rolam os créditos e vemos 2 soldados a fugir pelo meio de um bosque, pela pouca informação que vão dando sabemos que já passou cerca de um mês desde o começo do filme, somos também informados que o resto da equipa deles foi morta. Tendo em conta como todos os militares que vão para aquela floresta agem, não é de admirar que sejam chacinados. As equipas de comandos, cada um com as sua especialidade, funcionam melhor, como é do conhecimento geral, quando todos os membros estão a separados por mais de 500 de metros de vegetação. Isto de ser das forças especiais americanas é de homem. Mas, voltando ao filme, uma outra equipa é enviada para encontrar a equipa inicial, que entretanto foi toda chacinada. É uma equipa de forças especiais, cada um investiga diferentes partes da floresta e são obviamente chacinados pelo espírito. Muitos minutos depois já ouve mais pessoal a morrer, uma incursão numa cidade que foi nos dito ficava a mais de 60 kilometros de distância do local onde a equipa estava, uma incursão numa fábrica qualquer que não se sabe bem para o que serve nem o que faz. O resto é beleza cinematográfica, mortes espectaculares e grandes actores...


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Um dos raros momentos em que a equipa está toda junta.

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Os restantes membros da equipa. O chefe é o sr da direita.

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O Skeleton Man prepara-se para fazer mais vítimas.

O que não se pode perder:

1 - Casper van Dien.
2 - O skeleton man.
3 - O skeleton man a matar pessoal.
4 - O skeleton man a deitar um helicóptero abaixo com uma flecha.
5 - A razão da existência do skeleton man(ou a não explicação da mesma).
6 - Casper van Dien aparece na cidade que fica a 60 kilómetros de distância do sítio onde ele se encontrava, rouba um camião e tenta atropelar o skeleton man(que ele ainda não tinha visto).
7 - A fábrica que fica no meio do nada e que serve para alguma coisa(acho eu).
8 - As equipas de forças especiais que se separam quando estão em terreno hostil.
9 - As equipas estão "undercover"(têm uns chapéus à pescador, o resto é uniforme e armas militares
10 - A Mina anti-tanques!!!

Conclusão:

Se procuram um filme onde uma criatura anda a matar pessoal, este é o vosso filme. E ainda por cima tem o Casper van Dien.

Ficha técnica
Título: "Skeleton Man"
Ano: 2004
Realizado por: Johnny Martin
Duração: 90 minutos(aproximadamente)
IMDB

Quinta-feira, Maio 12, 2005

Boa razão para ter o IMDB nos favoritos!

Ontem o Fábio quis-me mostrar algo que nos faria repensar sériamente a forma de encarar o site IMDB.com .
Andava ele nas suas buscas intermináveis por filmes com média de votações inferior aos 3.0 (ontem achou um de 1.3! novo record! Estamos a arranjar contactos para ter o filme nas mãos o mais cedo possível... que é como quem diz: vamos ver se ele existe no eMule...), e vindo do nada, eis que se nos depara uma obra inigualável.

1 Night in Paris


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Para quem não sabe, esta grande obra de culto já percorreu as bocas (salvo seja) de meio mundo. E não foi pelos melhores motivos...
Consta que um ex-namorado ciumento, com uma certa vontade de vingança decidiu lançar a público um "set" de mais de uma hora em que a jovem P.Hilton (a filhota do dono da cadeia de hotéis Hilton... só um dos gajos mais podre de rico que se pode imaginar) mostra todos os seus dotes. A notícia da existência do vídeo correu mundo, e os circuitos underground de prOn rapidamente ganharam uma vitalidade extra (foi um amigo dum amigo que me contou...).
Agora, o que me surpreendeu foi isto:

http://www.imdb.com/title/tt0412260/

Alguém me pode explicar como é que o IMDB tem isto nas suas "fileiras"?
Ora bem, vamos por partes:

1- Não é de todo normal ver um filme porno caseiro no IMDB, pois não me lembro do filme da Pamela por lá andar (se alguém o achar, que meta os links nos comentários que o povo agradece :) )*.

2- Tendo este filme lugar no IMDB, como é que tem uma votação de 4.7? Só 4.7???
Este filme é um momento único na história da 7ª arte! É a oportunidade de ver a nú todo talento que geralmente anda (meio) escondido na P.Hilton...

3- Tendo 4.7 de votação, este filme auto exclui-se da possibilidade de ser criticado aqui, neste blog. É certo que "The core" tem 5.qquercoisa, mas esse é um filme que não merece sequer classificação. É uma obra que marcou toda uma geração (este 1 Night in Paris não marcou... acho que o da Pamela tem um clube de fãs maior). "The Core" é a exepção que confirma a regra.

E assim, vimos por este meio informar que "1 Night in Paris" não terá direito a crítica neste blog. Sabemos que é uma decisão desta equipa que pode deixar muitos adeptos deste filme algo "zangados" connosco, mas é assim mesmo. Nós decidimos, está decidido!

Para além do mais, o filme nem ficha técnica tem (para além de 2 "actores" e um realizador (que curiosamente também é actor no filme... vá-se lá perceber o porquê! eheheh )).


*
EDIT
:
Peço desculpa aos leitores, mas induzi em erro quem acreditou que o filme da Pamela não estava no IMDB... O Fábio bem que me dizia que se este estava, o da Pamela também tinha de estar...

Pam & Tommy Lee: Stolen Honeymoon

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http://www.imdb.com/title/tt0158062/

Votação: 4.2 /10 .... parece que o da Paris Hilton está em vantagem!

Terça-feira, Maio 10, 2005

The Vault




Já alguma vez viram um filme tão mau, tão mau, tão mau que quando tentam explicar a história do mesmo a alguém, não conseguem?
Eu vi ontem.

The Vault é uma produção de 2005, realizado por Ric Moxley (Flight of the Ibis, 1996), e conta com as grandes actuações de Laci Szabo no papel de Kenedy Kaludes e de Bas Rutten como General Matos.
E antes de passar ao filme propriamente dito, falemos um pouco sobre estes dois grandes actores que continuam a exisitir na sombra do estrelato.
Laci Szabo fez um filme até à data... este... e sinceramente espero que por aqui fique.
Bas Rutten é já um monstro sagrado dos filmes de acção de domingo à tarde na TVI. The Shadow of the dragon, The Eliminator e Shadow Fury são as suas outras obras. E dizem-me vocês: "Mas se o tipo só fez 4 filmes como é que pode ser considerado um monstro sagrado dos filmes de acção de domingo à tarde na TVI?"
Ainda bem que me fazem essa pergunta. E a resposta é muito simples: Vejam qualquer um desses filmes. O homem é um génio da interpretação! A sua expressividade por vezes é assustadora. As expressões faciais transmitem toda uma gama de sentimentos que é difícil de explicar.
Já não via uma actuação tão expressiva desde que estive a admirar o homem-estátua no cruzamento do Campo Alegre com a rua que vem da faculdade de letras....
Mas Bas Rutten não foi descoberto por acaso. Ele era já um nome consagrado no meio das artes marciais. Após alguns minutos de busca pela sua biografia descobri que é um campeão de pesos pesados de várias categorias de MMC (Mixed martial arts), e que possui o título de "King of Pancrase".
E não digo mais, não vá ele ler o blog e tentar descobrir a minha morada para me dar um arraial de pancada.
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Voltemos ao filme e à sua história(?)...
K. Kaludes é um pai desaparecido há 15 anos que volta à sua cidade natal para reencontrar a sua filha (e conquistar a confiança desta). Mas na verdade ele tinha segundas intenções. É que nesse museu está exposto um diamante gigante (da colecção de Nefertiti)... Na verdade Kaludes é um ladrão profissional, diria mesmo, um dos melhores no seu ramo. Quais Frank Sinatra, George Clooney, Brad Pitt ou Dean Martin... qual Oceans 11/12...Kaludes usa toda uma vasta panóplia de engenhocas de última tecnologia (que encravam quando é preciso... grande momento de cinema quando faltam as pilhas ao aparelho que dá os digitos para abrir o cofre do museu...).
O que Kaludes não contava era com 10 homens armados (liderados por Bas Rutten) que invadem museu matando indiscriminadamente os civis que lá se encontram, e cujo objectivo é o de também se apoderarem do diamante.
Daí até à filha de Kaludes se tornar "refém" (e coloco refém entre aspas porque a jovem foge para dentro do cofre e aí se esconde dos malfeitores...) é um passo. E daí até que Kaludes entre em acção (já com o consentimento da polícia que 10 minutos antes o tinha capturado) é outro passo mais curto. E daí até que o filme se torne incrivelmente ridículo é outro passo ainda mais curto!

Em jeito de resumo, enumero algumas das cenas mais incríveis de que me lembro:

1- Tiros de pistola cujo som se ouve 2 segundos antes do disparo.
2- Tiros de pistola cuja luz resultante é menos realista do que no Half-Life 1.
3- A grande cena em que Bas Rutten está de metralhadora e chama via walkie-talkie um dos elementos da equipa para este dar um tiro e abrir uma fechadura.
4- Os helicópteros iniciais.
5- As explosões de C4.
6- Os momentos de conversa com o Chief Raymond Anderson da polícia.
7- O momento de abertura do cofre pelo ladrão Kaludes.
8- O momento duma luta em que Kaludes dobra (literalmente) um elemento feminino da equipa de Bas Rutten e a beija.
9- A morte dum elemento da segurança do museu dentro do cofre (quando está com a filha do Kaludes)
10- Os momentos de raiva de Bas Rutten.
11- A explosão do helicóptero duma equipa de reportagem (por cima do edifício do museu).
12- Todas as cenas de tiroteio.
13- A cena em que Kaludes abre o arquivo onde está guardada a chave de código do cofre. (existem dezenas de arquivadores na sala... ele descobre à primeira tentativa, depois de ter aberto o arquivador de metal com uma faca de mato).


Felizmente tudo acabe em bem, com a filha de Kaludes a tornar-se a salvadora do dia, e com o reconciliar duma família desfeita há 15 anos.
É com filmes destes que tomamos consciência dos valores familiares e de como estes influenciam a indústria de Hollywood. E é com estes filmes que ficamos a conhecer grandes promessas como os actores Bas Rutten ou Laci Szabo.

O melhor:
- Os efeitos especiais e a exaltação dos valores familiares.

O pior:
- Laci Szabo.

Ficha Técnica:
Nome: "The Vault"
Ano: 2005
Realização: Ric Moxley
Duração: 87 minutos

IMDB

The Mangler

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Em 1974 Tobe Hooper realizou um dos mais comentados e polémicos filmes de terror de todos os tempos (e também um dos melhores). Esse filme era O Massacre no Texas (The Texas Chain Saw Massacre). O filme rapidamente elevou-se ao estatuto de culto e atraiu uma legião de fãs. Hooper era visto como uma das maiores promessas do cinema de terror, mas os seus filmes seguintes foram mal recebidos tanto pelo público como pela critica, tendo mesmo sido despedido enquanto filmava Venom (1982). A sua carreira voltaria a ganhar novo fôlego em 1982 quando realizou Poltergeist. Mais uma vez pensou-se que Hooper estava de volta na sua melhor forma... mas foi puro engano! A partir dai a sua carreira entrou em completo declinio fazendo filmes como The Texas Chainsaw Massacre 2 (1986), Crocodile em 2000 (filme que um dia ainda vou criticar, assim como o 2) entre outros. Com estes fiascos Hooper passou a trabalhar mais para a televisão e cada novo filme que realizava já não suscitava furor como antigamente.
Em 1995 Hooper decidiu realizar o filme The Mangler, baseado num pequeno conto de Stephen King. O filme narra a história do policia John Hunton (Ted Levine, O silêncio dos inocentes - 1991) que investiga uma morte provocada por uma máquina industrial de dobrar roupa, que está possuido por um demónio e que tem um especial apetite por seres humanos. No meio de tudo isto o policia descobre que tudo não passa de um plano maquiavélico do dono da lavandaria, William 'Bill' Gartley (Robert Englund, Pesadelo em Elm Street - 1984, o eterno Freddy Krueger).
A história é no minimo ridicula, mas o filme torna-se ainda mais ridiculo à medida que as situações vão acontecendo. A maneira como a máquina mata as suas vitimas é de um absurdo extremo e mesmo no fim quando se pensa que a máquina já não está possuida pelo demónio, e quando se pensa que o filme não pode descer mais baixo, a magnifica sequência final deixa algumas pessoas de boca aberta (outras como eu ficam-se a rir que nem perdidos porque o fim é muito bom).
O filme está carregado de cenas míticas: um frigorifico que fica possuido por um demónio e mata uma criança (de reparar no portento de representação do pai da miudinha, que não sabe o que anda por ali a fazer) ; a cena final ; o exorcismo da máquina (a mim parecia-me que o policia estava a declamar Shakespeare) ; as mortes provocadas pela máquina ; o assalto do policia à lavandaria em que, apesar de estar a meio da noite em propriedade alheia, decide fumar um cigarro muito descontraidamente ; a fábrica que está sempre a deitar fumo (mesmo quando está fechada durante a noite) ; o fumo que sai da fábrica quando a máquina está a matar alguém é vermelho ; e muitas, muitas mais cenas das quais agora não me recordo.
Para além de quase todas as cenas serem ridiculas a maneira como elas são filmadas tornam-nas ainda mais estúpidas. Tobe Hooper consegue tirar o pior dos actores que tem e filmar um filme que ao fim de contas acaba por ser uma paródia, e uma das melhores comédias que já vi na vida.
As interpretações são muitissimo más. Ted Levine, no papel do policia, não sabe o que anda a fazer durante o filme todo (um exemplo disso é o seu sotaque que parece que varia ao longo do filme) e numa das poucas oportunidades como actor principal tem o seu pior desempenho de sempre em cinema. Robert Englund dá a sensação de estar a gozar com a sua própria personagem e com todo o filme, mas de certeza que não queria era ser gozado por fazer este filme. Daniel Matmor, um actor sem nenhum filme de relevo a não ser este Mangler, faz o papel de parapsicólogo e melhor amigo do policia e tem um desempenho assombroso (ainda me lembro quando ele disse: "O exorcismo é tão dificil de controlar como a fusão nuclear").
Depois há J.J.J. Pictureman num overacting de Jeremy Crutchley (também ele um actor desconhecido). Todas as cenas onde J.J.J Pictureman aparece são de uma qualidade inultrapassável, é aparecerem pombos vindos do nada quando ele tira uma fotografia, é vê-lo a ir para o seu quarto que fica na esquadra da policia nuns pisos abaixo da morgue (quase ao nivel do mar) e até a morrer J.J.J. Pictureman consegue uma brilhante interpretação.
Em suma, as interpretações não conseguem salvar o filme, pelo contrário apenas tornam o filme mais ridiculo. A realização é do pior que Tobe Hooper consegue fazer. E a história é bastante ridicula para tornar o filme credivel.
No entanto, volto a repetir, foi uma das melhores comédias que já vi na minha vida, um dos filmes que mais me fizeram rir e mantenho a minha opinião: se o filme tivesse sido feito 10 anos antes, ou seja, em plena década de 80 quando o cinema de terror voltou a estar na moda e estava num dos seus apogeus, este filme seria considerado de culto pois tinha todos os ingredientes para tal, contudo só foi feito em 1995...

Melhor: J.J.J. Pictureman
Pior: A realização de Tobe Hooper

Ficha técnica
Nome: "The Mangler"
Ano: 1995
Realização: Tobe Hooper
Duração: 106 minutos
IMDB

Domingo, Maio 08, 2005

"The Core" a.k.a. "salvem as baleias!"

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Confesso... estava em dúvida sobre qual a obra prima que mereceria a honra e o destaque de ser a minha primeira dissecação. Confesso, estava receoso de que não conseguiria escolher uma obra da 7ª arte que traduzisse aquilo que pretendia para este blog.
Mas tenho agora a certeza de que escolhi bem.
The Core é um marco. É mais do que um simples argumento transposto em película para a tela das salas do nosso encantamento.
The Core é arte.
É uma lição de vida.

A obra começa com uma série de acontecimentos devastadores. Pombos assassinos que se espetam contra vidros de prédios e até contra transeuntes desatentos. AVC's, ataques cardíacos e toda uma panóplia de tragédias dignas de figurar na galeria de horrores do "Madame Tussaud".
Algo estava errado e era urgente descobrir o quê. Eis que entra em cena o herói o Dr. Josh Keyes, que em questão de 15 segundos descobre o problema enquanto olhava para uma sala repleta de cadáveres.
Pessoalmente eu pensaria nas seguintes hipóteses:

1- Santana voltou ao poder.
2- Vale e Azevedo está livre.
3- Sousa Cintra fabricou uma cerveja decente.

Mas não. Estava errado. Algo de muito mais grave estava a acontecer: o núcleo da Terra estava a parar de girar sobre si próprio. O drama... a tragédia... o horror.
Era agora necessário reunir uma equipa capaz de solucionar o problema. E obviamente que estamos a falar duma equipa de americanos. Um dia destes ainda me explicam porque é que nunca é uma equipa de Canadianos, Marroquinos, Checos ou Uzbeques... Ok, ok, havia lá um tal de Dr. Serge mas esse não conta.

Era peremptório arranjar uma missão capaz de salvar o dia (e o mundo), e é aí que entra em acção o resta da equipa, na qual saliento as actuações de Delroy Lindo (como Braz), Stanley Tucci como o “comrad Zimsky” e o fantástico hácaro: DJ Qualls:Free Image Hosting at www.ImageShack.us
Não sei, sinceramente, como é que a academia de Hollywood se esqueceu de nomear esta grande actuação. E o realismo.. meus amigos, o realismo que ele dá à personagem. Chega a ser tocante. A mim, pessoalmente, trouxe-me umas quantas lágrimas aos olhos… Nem acreditava que estava realmente a assistir a aquilo. Só visto… contado não tem piada…

Chegamos à parte em que é preciso uma espécie de nave para transportar a equipa. Virgil de seu nome, esta nave era feita de Unobtanium, um material resistente ás mais altas temperaturas encontradas no núcleo viscoso da Terra. Não só isso como também suportou (pelos vistos) uns quantos meses de actuação deprimente da equipa que a “conduzia”. E digo “conduzia” porque uma das coisas que mais me impressionou foi ver a Hilary Swank (no papel da Major Rebecca Childs) a guiar a nave através de dois botões e um joystick! Qual jogo de Spectrum, era vê-la colada aos monitores da nave a desviar esta para a direita e para a esquerda, enquanto se viam calhaus (de diamante segundo uma das grandes conclusões do camarada Zimsky) a passar a centímetros do casco da Virgil.

A viagem demora umas quantas horas (sem contar com as paragens para abastecimento nas bombas de gasolina, e as paragens nos parques para a mijinha da praxe, a mini e a sande mista) e as peripécias chegam a ser hilariantes. Várias mortes, atrasos, pneus furados,etc… enfim, o normal nestas viagens mais compridas.
Uma vez chegados ao destino deparam-se com mais um problema… azar dos azares, as bombas nucleares que traziam consigo não eram suficientes para colocar novamente em rotação o núcleo da terra (que ideia genial!!!). Então, num acesso de génio, o camarada Zimsky descobre maneira de as colocar sequencialmente, e com um certo intervalo de tempo bem definido, em posições estratégicas. Qual génio da física e da matemática, Zimsky acaba por ter de se sacrificar em prol da humanidade. É uma morte heróica, e sinceramente algo ridícula, mas neste filme difícil mesmo é achar algo que não o seja.

Enquanto tudo isto acontece convém referir que o grande hácaro DJ Qualls vai apagando toda a informação sobre a missão que possa escapar da base de controlo da mesma. Tudo com 3 cliques no rato direito, uma invasão aos maiores sites noticiosos do mundo e ainda com tempo para jogar Pong. Não, não estou a inventar esta parte.

O fim não vos conto. É belo demais para caber em palavras de tão singelo blog. É a força da mãe natureza em acção. É comovente… fica aqui uma pista sob a forma de imagem (imagem essa que retrata mais um grande momento de actuação do ácaro).

E foi aqui que tive de chorar ao ver o filme.

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Foi aqui que o filme me marcou definitivamente. A beleza do momento só será comparável à do momento em que a Júlia Pinheiro anunciou JCB como o grande vencedor da primeira Quinta das Celebridades. Ou então ao momento em que há uns anos caí de bicicleta e me parti todo. São marcas que dificilmente se apagarão da minha memória.

O Melhor:
A actuação de DJ Qualls.

O Pior:
A actuação de DJ Qualls.


Ficha Técnica:
Nome: "The Core"
Ano: 2003
Realização: Jon Amiel
Duração: 135 minutos

IMDB

Quinta-feira, Maio 05, 2005

Morcegos

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Na critica anterior que fiz falei acerca do belo Lusomundo Action e do facto de ele estar para desaparecer, mas pouco depois do Action ficar bloqueado surgiu um canal novo na grelha da Tv Cabo, o AXN, canal este que possui algumas das melhores séries da televisão portuguesa, como o brilhante Alerta Cobra, mas que também passam alguns filmes de qualidade como A múmia, O regresso da múmia ou este Morcegos (Bats - 1999).
Uma experiência do exército americano com morcegos corre mal e os morcegos tornam-se inteligentes e começam a atacar pessoas na pequena localidade de Gallup no Texas. A doutora Sheila Casper uma especialista em morcejos (Dina Meyer, Starship Troopers - 1997) mais o seu ajudante Jimmy (Leon, Ali - 2001) juntam-se ao sheriff da terriola (Lou Diamond Phillips, La Bamba - 1987) para ajudar a combater esta praga.
A realização do filme ficou a cargo de Louis Morneau (Carnosaur 2 - 1995) um realizador pouco conhecido mas que já deu provas que possui muito talento (este filme é uma grande prova disso).
Quanto ao filme, é uma daquelas pérolas que não se podem perder de modo algum. O inicio pode deixar os mais fracos a pensar em desistir, pois é um pouco parado, mas se aguentarem um pouco mais o filme transforma-se numa orgia de explosões, tiros e claro... morcegos, muitos morcegos, aos milhares ou como dizem no filme aos milhões! Mas os morcegos acabam por ser o melhor do filme, já que a equipa de efeitos especiais realizou um trabalho magnifico (de realçar o focinho dos morcegos que por vezes chegam a mostrar mais expressividade do que alguns dos actores que por lá aparecem). Estes morcegos também possuem uma força espectacular, já que apenas um morcego consegue deitar uma pessoa ao chão sem a minima dificuldade.
A realização do filme é primorosa e as interpretações estão á altura do melhor que se tem feito em cinema nos últimos anos.
O filme está recheado de cenas marcantes, como quando os heróis caem num pequeno rio, que lhes dá pelo peito, de guano (merda de morcego) e acendem um foguete de sinalização (eu cá acho que com a quantidade metano que por ali há aquilo explodia tudo). Ou quando se vê que numa mina os morcegos escolheram como sitio para dormir uma zona com um enorme buraco por onde passa uma grande quantidade de luz do sol (toda a gente sabe que os morcegos adoram luz), e de seguida quando acordam são milharem de pontinhos amarelos no tecto (não sabia que os olhos dos morcegos brilham no escuro). Também muito interessante é quando a cientista diz que os morcegos estão a chegar porque ouviu o sonar deles!
Existem muitas mais cenas espectaculares, daquelas que muito dificilmente nos saem da cabeça, como quando os milhares de morcegos vão atrás do sheriff e ele em vez de continuam a correr decide virar-se e disparar contra eles conseguindo matar cerca de 5 ou 6 morcegos (realmente eu era gajo para fazer o mesmo, antes preferia ter, a titulo de exemplo, só 3455 morcegos atrás de mim do que 3461). Bonito é ver a maneira como o exercito americano tenta resolver a situação ao decidir bombardear todas as grutas e cavernas num raio de 150 km em volta da cidade porque não sabem onde estão os morcegos e tem de ser os heróis a lembrarem-se de pedir à CIA para tirar fotos de satélite da região para descobrirem os morcegos, de seguida encomendam, também à CIA fatos de última geração e um aparelho refrigerador, da melhor tecnologia existente, que consegue congelar o Cairo em 3 dias para matar os morcegos. Com isto fica-se a saber que em termos de entregas a CIA é a melhor empresa que existe, pois este equipamento único no mundo é entrege aos heróis do filme no espaço de 2 ou 3 horas.
Para finalizar quero recomendar este filme a toda a gente, não é dificil arranja-lo, basta ter Tv cabo e esperar que o AXN o volte a repetir, o que não é nada dificil porque esles estão sempre a repetir filmes.
Eu cá estou a pensar em fazer o seguinte quando o AXN repetir o filme: vou vê-lo às 22:30, depois vejo-o de novo por volta das 02:00, volto a vê-lo cerca das 07:00 e depois de almoçar vejo-o pela última vez às 14:00...

Melhor: O focinho dos morcegos que mostram muita expressividade e transmitem mais emoções que os actores.
Pior: O inicio, é muito parado e secante.

Ficha técnica
Nome: "Bats"
Ano: 1999
Realização: Louis Morneau
Duração: 91 minutos
IMDB

Academia de Kickboxing

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Há pouco mais de um ano surgiu um novo canal da Tv Cabo cujo objectivo era animar milhares de pessoas com o bom cinema que por lá passava. Esse canal era o grande Lusomundo Action (que segundo más noticias vai deixar de existir, passando a ser o Lusomundo Comedy). O preço de assinatura era só de 5 euros, o que era quase à borla dada a boa selecção de filmes (não me lembro de nada tão chulado desde que comprei o CD do Pop Jurássico por apenas 99 centimos!), mas no seu inicio o canal estava desbloqueado o que me permitiu ver este belo filme chamado Academia de Kickboxing (só tenho pena de não ter visto o Duro como o Aço 2).
A história é complexa e inovadora. Uma pequena academia de kickboxing está prestes a fechar e a ser comprada pela academia rival e numa tentativa de não terem de vender o estabelecimento organizam um combate contra a academia rival liderada por Tarbeck (Tony Pacheco) um ex militar que é muito dado a violência e que tem um telefone em forma de granada. Pelo meio ainda existe um jovem com problemas de auto-confiança (Christopher Khayman Lee) que se apaixona pela dona da academia, interpretada por Chyler Leigh (Not Another Teen Movie - 2001). Existem também uma série de jovens que são uns falhados e que para além de não saberem representar também não sabem lutar.
O filme é realizado por Richard Gabai que é mais conhecido pela carreira de actor do que pela de realizador. Neste filme ele tem um pequeno papel, mas é um actor muito requesitado pelo mestre Jim Wynorski, já que entrou em filmes como Raptor (2001), Treasure Hunt (2003) e The Curse of the Komodo (2003) (já vi este filme e estou a tentar ganhar coragem para o criticar).
Todo o filme está recheado de cenas inesqueciveis e pequenos pormenores que o tornam numa obra de culto. As cenas de luta do filme são muito boas, visto que o estilo de combate que eles fazem é tudo menos kickboxing. Sempre que alguém vai na rua de noite sozinho ou só com outra pessoa há sempre porrada e no fim da porrada fala-se de tudo menos do que se acabou de passar. A personagem Stan (magnificamente interpretada por Matt Davis) quando entra em cena rouba todo o protagonismo aos outros actores (atenção à cena no restaurante de hamburgers, é cinema no seu estado mais puro). É pena que este jovem prodigio nunca mais tenha feito um filme na sua vida. As conversas são muito interessantes e a montagem do filme é genial, já que a maioria das cenas não encaixam com o que vem anteriormente.
A cena do combate final é muito boa, temos um miúdo pequenissimo que engana Tarbeck e derrota-o, mas Tarbeck não se deixa ficar e saca de um arma e começa a disparar para o ar. De referir que nota-se um ecrã azul por detrás de Tarbeck e a arma que ele tem na mão num plano é diferente da arma que ele tem noutro plano.
Para finalizar em beleza aqui fica a frase emblemática do filme, um daqueles ensinamentos que ficam para a vida inteira: "Temos de esquecer o passado porque ele pode bloquear o caminho".

Melhor: Matt Davis (Stan) e a cena do restaurante de hamburgers.
Pior: Saber que o par romântico (que trocam muitos beijos ao longo do filme) são na vida real irmãos!

Ficha técnica
Nome: "Kickboxing Academy"
Ano: 1997
Realização: Richard Gabai
Duração: 84 minutos
IMDB

Segunda-feira, Maio 02, 2005

"Starship Troopers 2: Hero Of the Federation" - E tudo os insectos levaram...

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Devo frisar que as opiniões expressas nos seguintes paragráfos não são partilhadas de modo algum por: crianças com menos de 6 anos, animais de médio e pequeno porte, neo-nazis, neo-conservadores, neo-liberais, gente que cheira mal dos pés, alguns tipos de hortaliça e um rabanete. Também é importante referir que durante a elaboração deste texto não foram usados utensílios de cozinha para fazer lobotomias a certas e determinadas pessoas às quais uma lobotomia poderia efectivamente melhorar a qualidade de vida...


"Starship Troopers 2: Hero of the Federation" é uma obra obra que surpreende em diversos aspectos, é uma das razões para a qual todos nós vemos filmes e escrevemos críticas. É uma infelicidade que estas obras de arte não sejam lançadas no cinema e que vão directamente para o mercado de DVD. Aliás essa é uma das razões que nos leva a informar o meu respeitado leitor de todos os fantásticos argumentos que por vezes nos são privados em detrimento de obras menores proclamadas excelentes por uma imprensa elitista....

Se todos fossem menos "à lá Rui Tendinha" e mais como estes senhores talvez todos nós pudessemos ver cinema que realmente interessa: pipocas, meninas com pouca roupa(e a que têm está justinha ao corpo), explosões, tiros e principalmente argumentos que têm um elemento "cool". Nada de cinema em que duas pessoas falam durante o filme todo e tenham conversas inteligentes. Por favor, se é disso que gostam então leiam um livro!

Como os mais avisados dos nossos leitores devem já ter percebido, esta é uma sequela de um filme de acção onde a terra está a ser governada por um regime autoritário, e de uma certa maneira fascista e imperialista(um dos pontos fortes de ambos os filmes é a crítica à sociedade actual e ao clima de militarismo que se vive nos Estados Unidos e em outros países ocidentais) e que sofrem uma ameaça alienígena. O filme original contava com a presença do grande actor, Casper Van Dien, que liderava um esquadrão militar que lutava contra insectos gigantes alienígenas que queriam destruir a raça humana.

O Argumento:

Cerca de 10 militares da infantaria, que andam sozinhos com um general são forçados a retirar do campo de batalha onde enfrentam centenas de milhares de insectos gigantes, mais mansos que os do primeiro filme com armas compradas numa loja dos trezentos que fazem umas luzinhas e efeitos sonoros um bocado foleiros. Claro que a retirada é feita para um posto pequeno da infantaria abandonado que foi aparentemente destruído pelos insectos. No interior de um forno encontram um sobrevivente que foi preso lá pelos seus próprios soldados. Contra as indicações dos seus superiors uma das soldado liberta o prisioneiro que é, nada mais nada menos, Dax um dos maiores heróis da federação. Ele rapidamente toma as rédeas do combate e repele a primeira vaga de insectos. De seguida activa uma barreira de protecção e vê chegar o general com dois homens e uma mulher da infantaria movél que ninguém conhece.
Dax, como herói que é, começa a desconfiar dos actos estranhos de alguns militares e começa a dormir no exterior da fortaleza pois, nas suas próprias palavras, "O inimigo vem do lado de fora.".
Sim, meus senhores, o Dax é "UM HERÓI A SÉRIO". Certos membros começam a morrer e tudo indica que existem insectos no interior da base. Será Dax e a sua amiga capazes de resolver o mistério que pode comprometer todo o esforço de guerra terrestre? Bem, para descobrirem isto e do que é feito um "HERÓI A SÉRIO" o melhor mesmo é verem o filme.

Cenas a não perder:

1 - O psíquico da equipa, que de psíquico tem muito pouco.
2 - A durona militar
3 - A morte da durona militar
4 - O Dax.
5 - As falas do Dax.
6 - Dax, o duro.
7 - Dax, o verdadeiro Herói.
8 - Os insectos.
9 - Os outros insectos.
10 - As armas dos humanos.

Conclusão:

Este é o verdadeiro filme de acção/ficção científica. Aconselhavél a todas as pessoas que gostam de grandes heróis em situações de grande inferioridade numérica e que têm as probabilidades todas contra eles. Se gostaram do primeiro "starship troopers" aconselho a verem este filme mas se por acaso perderam o primeiro filme também não precisam de o ver para visionarem este filme. Viva a Federação e viva o DAX!!!

Ficha técnica
Título: "Starship Troopers 2: Hero of the Federation"
Ano: 2004
Realizado por: Phil Tippett
Duração: 88 minutos
IMDB

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