Segunda-feira, Março 10, 2008

In The Name Of The King: A Dungeon Siege Tale ou O Senhor do Aneis Ao Estilo Uwe Boll


Em primeiro lugar queria pedir desculpa pelo atraso em updates mas o facto é que me custou muito ganhar coragem para visionar este filme.
Pode parecer ao meu leitor que eu tenho de facto alguma coisa contra o Uwe Boll, mas gostava de lhes garantir que não é bem esse o caso. O que se passa é que este inovador de adaptações de videojogos para o grande ecrã não é um realizador bom, aliás nem sequer um realizador medíocre. Na verdade, ele é um realizador muito mau e a única coisa que tenho contra ele é o facto de ele continuar a ter fundos quase ilimitados para fazer filmes que são maus no conteúdo e maus na bilheteira enquanto que a realizadores mais talentosos não é dada a mesma hipótese.
Bem, este filme é a adaptação de um videojogo conhecido como Dungeon Siege. Para além do nome do filme ter o nome do jogo algures existem outras semelhanças, nomeadamente a existência de magia e criaturas mágicas e ainda o facto da personagem principal se chamar, tal como no jogo, Farmer, ou seja, Lavrador. As semelhanças acabam aí.
O filme acabou por ter uma história interessante, se consultarem o IMDB reparam logo que o filme tem data de 2007, quando na verdade já está pronto desde Novembro de 2006, no entanto, não houve uma única distribuidora a lhe querer tocar, só no final de 2007, princípio de 2008 é que alguém decidiu colocar isto no cinema.
Um dos factos mais impressionantes é o elenco de actores aqui reunido, tudo bem, alguns deles não são nada por aí além mas são de certeza bem pagos: Jason Statham, John Rhys-Davies, Ron Perlman, Claire Forlani, Kristanna Loken, Ray Liotta e até mesmo Burt Reynolds. Sei que devem estar a pensar "com um elenco destes como é possível falhar?", bem acho que um dos maiores problemas nesta adaptação é sem dúvida alguma a edição. É certo que a história não é grande coisa, mas os actores fazem o que podem com ela, os efeitos especiais não são nada mal, as lutas até estão bem coreografadas (se esquecermos o facto do Lavrador ser mais eficaz a lutar do que o chefe dos soldados do rei), os cenários estão bem feitos, o vestuário está bem, a caracterização das criaturas também portanto sem dúvida que a edição é o que falha no filme.
Como é que eu posso dizer isto? Talvez porque o filme tem cerca de 2 horas mas posso dizer com franqueza que me pareceu mais longo do que ver todos os filmes do Senhor dos Aneis versões extensas de seguida, opinião essa partilhada por uma outra crítica que li ao filme. É mesmo muito maçudo. Sem falar no facto de que certos acontecimentos parecem estar fora do seu lugar, mais uma vez devido à má edição. Mas acho que já chega de falar de maneira vaga, vamos aos específicos.

O argumento:

O nosso heroí, o Lavrador, é um simples lavrador sem desejo de ser alguma coisa diferente, tem uma mulher e um filho com os quais é muito feliz. Um dia, está ele no seu campo a lavrar, enquanto o filho e a mulher foram vender nabos ao mercado, quando começa a ser atacado por monstros. Então ele faz aquilo que todos os lavradores que eu conheço fariam na sua situação, ele saca da sua fiel espada e mata uns 10 monstros, vai a correr até à quinta do seu vizinho que com uma enxada também já matou uns quantos e os dois juntos matam uns 20 monstros. Entretanto a aldeia onde o mercado se situa também está a ser atacada. O Lavrador e o seu amigo vão até lá e matam mais uns 30 ou 40 monstros, entretanto o tipo que está a controlar os monstros repara em qualquer coisa estranha acerca do Lavrador. O ataque acaba e os monstros fogem mas não antes de matarem o filho do Lavrador, os sogros do Lavrador e capturarem a mulher do Lavrador. Contrariamente a toda lógica destes filmes, estes acontecimentos fazem com que o Lavrador se queira vingar, chocante, não é? Ele decide então ir com os seus dois amigos atrás dos monstros, note-se que é um exército grande de monstros, salvar a mulher dele e matar mais umas centenas de monstros. Neste ponto já devem ter notado que o Lavrador e os seus amigos são lutadores natos...
Depois dão-se as normais reviravoltas no argumento metendo elfos(talvez, não sei bem que raça é que é suposto ser as criaturas da floresta), magos, reis, herdeiros ao trono, ninjas, etc.

Jason Statham é... o Lavrador.

Uma das sequências de luta do filme...

Não se preocupem o Lavrador tem-os exactamente onde quer...

Uma das razões para ver o filme...

A não perder:

1 - Os efeitos especiais dos magos são bem melhores do que filmes desta categoria nos habituaram
2 - A Kristanna Loken
3 - As cenas que parecem ser continuação de outras cenas que já passaram à 10 minutos atrás
4 - Os ninjas (sim, leram bem, ninjas!!!)!
5 - As sequências de batalha que apesar de bem coreografadas parecem nunca mais ter fim
6 - O filme parece mais longo que os senhores dos aneis todos de seguida
7 - A maneira de chegar à fortaleza do mau
8 - O Lavrador parece ser um combatente nato
9 - Nunca me canso de dizer isto, a personagem principal chama-se Lavrador

Conclusão:

Mais um filme de Uwe Boll, uma adaptação de um videojogo que, apesar do investimento sai furada. O filme até podia ser tolerável não fosse a edição de cenas completamente horrível e o facto de ser extremamente chato. Vejam-no se a vossa única alternativa for entre isto e ver o Alone in the Dark, o qual continua a ser a pior coisa que eu já vi deste realizador. Mas não vão gastar dinheiro ao cinema mais vale esperar pelo dvd.

Ficha Técnica:
Título: "In the Name of the King: A Dungeon Siege Tale"
Ano: 2007
Realizado por: Uwe Boll
Duração: 124 minutos

Terça-feira, Janeiro 22, 2008

Stay Alive - Eu sei o que jogaste na noite passada


"...Mansquito é o meu Casablanca dos Filmes de Culto..."

Depois de alguns meses sem escrever novas críticas lembrei-me que tinha chegado a altura de criticar um filme que vi já à muito e me marcou. Stay Alive é um filme que tem um argumento que faz qualquer um dos escritores deste bolg ficar a salivar com vontade de o ver. A sua votação no IMDB ajuda a ter a sensação que este é sem dúvida alguma O FILME DE CULTO deste ano. Mas nada podia estar mais longe da verdade. Este filme foi a surpresa do ano. Por diversas razões. Uma delas foi contar com a participação da menina Samaire Armstrong. Já antes ela me tinha surpreendido por ter um dos papeís principais desse grande filme conhecido só como Darkwolf. A jovem em questão é conhecida, pelo menos para mim, como a primeira namorada do Seth Cohen na serie O.C.

De qualquer das maneiras o filme em si não é muito mau. O argumento é bastante razoável e ao contrário de alguns comentários que li em outros locais, as imagens dentro do jogo do computador são bastante boas. Temos ainda que contar com algumas prestações dignas de nota do famosíssimo Agent Cody Banks (Frankie Muniz). Entretanto parece já ter saído uma versão do realizador, a qual vou tentar arranjar para visionar, visto que parece , segundo se diz por aí, ser superior ao original.

Samaire Armstrong

Mais uma foto da personagem principal deste filme

O Argumento:

Existe uma cópia de jogo, ao que parece uma versão beta, que tem por base uma história de horror verídica. Assim que vamos jogando a fronteira entre o mundo virtual e o mundo real vai desaparecendo até que se chega ao "Morres no jogo morres na vida real de maneira similar". Claro que há um grupo de jovens que tenta descobrir o que se passa começando os seus membros a morrer um após o outro.
Quase me esquecia de referir um pequeno detalhe o jogo é, supostamente, impossível de acabar.
Sei que parece um pouco mau só por este argumento mas sejamos justos quantas vezes filmes com premissas não muito melhor que esta nos acabaram por surpreender? Eu pelo menos continuarei a ver alguns filmes destes na esperança de encontrar o próximo Mansquito...

A não perder:

1 - As imagens do jogo de computador
2 - A Samaire
3 - O Agente Cody Banks
4 - A morte por carruagem
5 - O extintor virtual
6 - Já falei na Samaire?

Conclusão:

Apesar da pobre votação esta é uma daquelas pérolas demasiado mal recebidas pela crítica que parecem de vez em quando embirrar com certos filmes os quais, apesar de não serem completamente fora de série, são bastante agradáveis.

Ficha Técnica:
Título: "Stay Alive"
Ano: 2006
Realizado por: William Brent Bell
Duração: 85 minutos(versão dos cinemas)

Enfim de volta

Estamos de volta depois desta paragem de quase um ano.
O nosso objectivo continua igual. Dar a conhecer a um público mais alargado a existência de certas pérolas cinematográficas que por vezes não têm o devido reconhecimento. Ou das quais não se ouve falar. Para começar tenho acabadinha de escrever a crítica ao Stay Alive. Em breve vou visionar e posteriormente falar-vos de um filme que consegui arranjar o Alien Vs Alien. Pelo pouco que me consegui aperceber até agora o filme promete muito. Vamos ver se consegue cumprir.

A propósito, não sei se já repararam mas o Paulo aproveitou este grande período de "férias" para remodelar o blog.

Quarta-feira, Abril 18, 2007

Highlander: the Source - Ataque das sequelas horríficas


Nota: este filme ainda nem sequer foi lançado, foi-nos permitido visioná-lo por obra do acaso. Peço aos meus leitores que tenham paciência com a crítica demasiado alargada mas senti que devia escrever este artigo recorrendo a um enquadramento histórico do filme...

Circa 1986 um senhor, que dá pelo nome de Gregory Widen, teve uma ideia para escrever uma história como nenhuma até aí tinha sido feita. Resta dizer que este senhor esteve por trás do o argumento do primeiro filme da saga Highlander e da saga Prophecy. Infelizmente como parece ser cada vez mais o caso em Hollywood, não se pode fazer só um filme, há que fazer sequelas. E é aqui que o problema reside. Porque por muito bons que sejam os filmes originais, salvo raras excepções, os filmes subsequentes acabam por estragar os originais porque danificam as personagens, as histórias e, mais vezes do que o desejado, acabam por expor problemas nos argumentos dos filmes originais.

O primeiro filme da saga Highlander começa por nos apresentar uma premissa no mínimo intrigante: existem seres imortais entre nós, pessoas extraordinárias que aparentemente não envelhecem, e não podem morrer a não ser se lhes cortarem a cabeça. São compelidos a lutar pela eterna promessa de receberem "o prémio", algo que nenhum deles sabe bem o que é. Cada vez que um deles mata outro imortal absorve o seu poder, o seu conhecimento, a sua "alma". O filme segue o combate entre os últimos imortais. Uma parte importante do filme passa-se nos flashbacks que nos mostram o rico passado da personagem principal Connor Macleod e nos ensinam o básico dos Imortais. De qualquer das maneiras no final o nosso principal é aparentemente o único sobrevivente, torna-se mortal para viver com o seu novo grande amor e possuí todo o conhecimento do mundo. Devido à qualidade dos actores e também da banda sonora a cargo dos Queen, o primeiro dos Highlanders tornou-se num filme de culto.

5 anos depois surgiu a primeira sequela. A premissa desta vez era: esqueçam tudo o que vos dissemos no primeiro filme, afinal os imortais eram exilados políticos extraterrestres. Este filme passa-se num futuro quase apocalíptico. Portanto a nossa personagem principal, Connor Macleod, rejuvenesce quando assassinos do seu planeta natal chegam para os matar. Como os seus corpos detectam a imortalidade dos assassinos, por um passe de mágica: "voilá", a personagem principal está de novo rejuvenescida e é outra vez imortal. E o seu mentor também ressuscita miraculosamente. Neste filme os flashbacks são quase exlusivamente da vida no planeta natal deles. Confusos? Pois, também os fãs até que chegamos a 1994.

Aparentemente em 1994 os imortais são imortais, mas existem feiticeiros e magia. Um feiticeiro malvado que para além de saber magia é imortal quer matar a nossa personagem principal porque ele sabe um segredo qualquer. Sim, é como estão a pensar, agora os imortais já não são extraterrestres. Já vos disse que a personagem principal é a mesma e a história é mais contemporânea?

Já me esquecia de dizer em 1992 começou uma série de sucesso que seguia as aventuras de um outro membro do clã Macleod, Duncan, que Connor ajudou a treinar. Mais ou menos na mesma altura que de acordo com o primeiro filme ele próprio ainda estava a ser treinado. A serie não alterava em quase nada a ideia do primeiro filme e até era minimamente decente.

Sim, já sei o que estão a pensar, o terceiro filme pode ter acontecido antes do primeiro. Mas não me parece porque há algumas referências a acontecimentos do primeiro filme.

Mas como se já não fosse confuso o suficiente em 2000 tivemos direito ao primeiro filme em que Duncan e Connor aparecem ao mesmo tempo. Desta vez o problema é um imortal que se tornou demasiado poderoso para qualquer um deles o poder derrotar sozinho por isso um deles tem que se sacrificar para que o outro fique com o poder de ambos e assim dar cabo do mauzão.
Mas esperem porque ainda não cheguei à parte boa, isto passa-se claramente depois do primeiro filme e antes do segundo mas sendo assim como é que o primeiro aconteceu porque claramente Connor não era o único que restava? E como é que o segundo aconteceu se o connor morre neste quarto filme que se passa antes do segundo? Eu também não percebi.

E eis que chegamos ao filme The source, o 5º filme desta saga. Mais uma vez alguém reescreve a história. Passa-se num futuro não muito distante, os planetas alteram a sua órbita para se alinharem e provocarem um fenómeno em que supostamente a origem dos imortais desce à terra. Sim, eu também fiquei confuso. Entram muitas personagens da serie mas o argumento é mesmo muito mau.

Dogmas da saga quebrados neste filme
1 - Os imortais só podem ser mortos se lhe cortarem a cabeça
2 - Não se pode lutar em solo sagrado (qualquer tipo de solo sagrado na serie deram muita enfase ao que aconteceria se tal luta se desse, alias segundo a serie o único caso disto ter acontecido tinha sido em Pompeia minutos antes do vulcão explodir)
3 - Flashbacks interessantes acerca da vida das personagens devem ser mostrados
4 - A música deve ser dos Queen

Juntem a isto um ser sobrenatural muito mais rápido que um ser humano e o facto de os Imortais se tornarem mortais a meio do filme sem ser dada explicação nenhuma...


Conclusão:

Se isto é o primeiro filme de uma triologia que explicaria a origem dos Imortais agradecia à New Line que não fizesse os outros dois filmes porque não quero ver a história ainda mais estralhaçada do que já está. Eu até sou um fã moderado do primeiro filme e da serie de televisão mas este filme não é só mau. Este filme é um atentado à ideia original de Gregory Widen. Não vejam este filme se não forem fãs da mitologia da serie e mesmo assim vejam-no só se quiserem deprimir...


Ficha Técnica:

Título: "Highlander: The Source"
Ano: 2007
Realizado por: Brett Leonard
Duração: Cerca de 90 minutos
IMDB

Sábado, Fevereiro 03, 2007

Geoff Meed, o nascer de uma lenda.

Depois de ver o Little Miss Sunshine andei a vasculhar informações sobre o filme, os actores, argumento, etc... até que deparei com a foto de um dos actores secundários (quase figurante) e fiquei com a sensação de que já o tinha visto noutro filme qualquer. E quando descobri que o actor em questão era Geoff Meed e vi que na sua carreira aparecem participações em produções de alto calibre como Leprechaun 4: In Space ou Kickboxer 5 , fiquei ainda com mais vontade de descobrir de onde raio é que aquela cara me era familiar. Até que ao percorrer a listagem de participações televisivas me aparece os nomes: VIP; Walker, Texas Ranger; Babylon 5 e CSI. Como não vejo o CSI (que me perdoem os fãs, mas não acho piada) e como não via o VIP nem o Babylon 5, assumo que num qualquer canto obscuro da minha memória estejam gravadas cenas do Walker, o que por um lado tem a sua piada mas por outro lado me deixa terrivelmente preocupado com a minha saúde mental.

Mas o melhor estava ainda por descobrir, porque após uma rápida pesquisa no google acabei por ir ter à página pessoal deste actor de reputação inquestionável. Várias fotos pessoais, algumas com celebridades como com a Pamela Anderson, um Curriculum Vitae com todas as participações no grande ou pequeno ecrã, várias fotos de cenas de backstage nas filmagens de filmes com zombies, vampiros e outros utensílios de quintal, um som de fundo ininterrupto que está em loop e que nos deixa à beira de um ataque de nervos, mas sobretudo (e sublinho o sobretudo): um excelente gosto no arranjo do site... na decoração da casa.
É curioso ver que o site, embora pareça algo antiquado está na verdade bem actualizado, já que no resume que o actor lá faz constar já está a sua participação de 15 segundos no Little Miss Sunshine.

Vou-vos deixar então o link mas aviso desde já: não abram com o Firefox porque nada dentro dessa página funciona com ele, não abram com o Opera porque pela primeira vez desde que o uso um site o fez crashar. Usem o cancro da internet (ou Internet Exploder, como preferirem) e tenham medo, muito medo.


Geoff, camarada, compincha, um conselho de amigo e fã: se pagas a alguém para te fazer o site, por amor de deus, despede-o. Se tiraste umas horas vagas para o fazeres tu, já devias ter idade para saber que devias estar quieto.

Entretanto fico ansiosamente à espera que saia o seu próximo trabalho: Resident Evil: Extinction

Segunda-feira, Janeiro 29, 2007

Tentativa de fazer algo sério nº1

A convite da Paula, no Café Moído:

• O que é para ti um mau filme?
Um mau filme não é para mim necessariamente um filme mau. Sim, isto parece extremamente inconsistente mas eu distingo ambas as expressões de uma maneira algo simplista. Um filme mau é um filme sem qualidade, com actores maus, com argumento mau, com uma realização má. Isso não faz dele um mau filme para ver, tal como este blog tenta mostrar.
Existem inúmeros filmes maus que me marcaram como o “Plan 9 from outer space” ou o “The attack of the killer tomatoes” e lembro-me bem das reacções quando, em casa, com o Fábio, o Guilherme e mais alguns amigos o acabamos de ver e que nos levaram a criar esta brincadeira que é o “Filmes de Culto”. Um filme mau pode ser um grande entretenimento, pode significar hora e meia de riso sincero, de incredulidade perante o que estamos a ver. Um filme mau pode ser um grande filme. Um mau filme não. Um mau filme é simplesmente um filme que não se consegue ver até ao fim. Muitos dos filmes maus que arranjamos para escrever neste blog acabam por se mostrar simplesmente maus filmes e ficam encostados na prateleira.
Ainda há coisa de duas semanas arranjei o “Terror Chupacabra” na esperança que se tornasse um filme mau sobre o qual me desse gosto escrever aqui mas acabei por penar para o conseguir acabar de ver. A última meia hora é hilariante, com efeitos especiais que não lembram ao diabo, com actuações dignas do mais reles filme porno, mas a primeira hora de filme é mediana demais… não consegue fazer rir, não consegue ser suficientemente má para que mereça que se escreva sobre ela. É simplesmente um mau filme.
O melhor exemplo para um mau filme que consigo arranjar é a típica comédia de clichés foleiros e batidos (teen movies anyone?) que não consegue arrancar um único riso durante 90 minutos.

Se isto que acabei de escrever não vos fizer o menor sentido, não faz mal, o Filmes de Culto também não nasceu para isso.


• Remakes ou sequelas: Havendo apenas estas duas escolhas sem opção de recusa, qual assistirias?
A um remake. Uma sequela pode ser melhor que o antecessor, mas são raros os casos. Há excepções notáveis como na saga d’O Padrinho (considero o segundo filme o melhor da trilogia), mas regra geral à segunda ainda se come, à terceira é fazer render um peixe pouco fresco com cheiro duvidoso.
Exemplo prático: Saw III, uma sequela que conseguiu tornar um filme médio num mau filme. Não consegui ver mais do que meia hora. Aquilo simplesmente “engonha”.



• Que tipo de filme português gostarias de ir ver ao cinema?
Posso antes responder a “Que filme português gostei de ir ver ao cinema?”. É que torna isto muito mais simples.
“Vai e Vem” de João César Monteiro.
Na altura em que o fui ver ao Nun’Alvares no Porto com amigos do curso tinha aquela noção de que João César Monteiro era o expoente máximo daquele cinema europeu pseudo-intelectual (as histórias por detrás do “Branca de Neve” ajudavam) e fui com a expectativa de nem conseguir acabar de ver o filme até ao fim.
Abandonei a sala com a sensação que tinha acabado de ver algo que o cinema convencional seria incapaz de transpor para a tela. Todos os planos, todos os diálogos, todos os cenários, tudo era simplesmente sincronizado à perfeição pelo mestre. E digo “mestre” porque depois de ver aquela obra passei a perceber a alcunha pela qual J.C.M. se tornou popular.
Entretanto já revi o filme na :2, mas não sei se por ser a segunda vez que o vi ou por ser simplesmente na TV não consegui sentir-me totalmente vidrado no ecrã como quando o vi naquela pequena sala da rua Guerra Junqueiro.
Também já vi outros grandes filmes dele, como o Recordações da Casa Amarela, ou o Bodas de Deus, e embora tenha gostado não fiquei com a mesmo gosto do “Vai e Vem”.



• Que cliché cinematográfico já não tens pachorra para ver novamente?
Não sendo bem um cliché: O argumento do bom samaritano que já pertenceu aos marines e que de um momento para o outro vê a sua família raptada/morta e tem de ir para o meio da selva combater os mauzões latinos de faca numa mão e caçadeira na outra para vingar a memória da mulher e das filhas.
Como cliché puro e duro: o beijo final entre o herói e a tipa que conheceu durante a cena inicial de pancadaria do filme.


• Qual o teu fan video preferido?
Não sei se se enquadra bem na categoria “fan vídeo”, mas… a homenagem dos Pixies ao surrealismo de Buñuel e Salvador Dali em 1929, com o vídeo da “Debaser”.
I am un chien andalou”.



• A quem desafias este questionário?
Antes de mais queria ver o Fábio e o Guilherme a também fazer isto.
Depois gostava de ver o Marco Santos e o Pedro Marques do Bitaites a aderir a este questionário corrente (e eu bem sei que no Bitaites abominam isto, mas também eu e no entanto aderi porque achei um bom tema). Também queria ver o Hugo do 9-9 a alinhar.

Um mundo Catita

Já lá vai um mês desde que fizemos nova pausa, e um mês também desde que recebemos um e-mail acerca de um novo projecto nacional que temos imenso gosto em publicitar.
O melhor mesmo é deixar aqui o texto que nos foi enviado pela Sara Ferreira, a quem agradecemos a oportunidade de nos deixar ajudar a divulgar este projecto pelo qual esperamos que chegue a bom porto.
É com enorme prazer que lhe comunicamos que a equipa responsável pelo mais premiado filme de terror nacional - "I´LL SEE YOU IN MY DREAMS", está de volta com um novo projecto.

Este ano, num investimento significativo em equipamento digital voltamos a apostar nas novas tecnologias. Nesse sentido, criámos de raiz um projecto televisivo que alia a beleza da película 16mm à eficácia do digital de alta definição de última geração.

Inspirada em séries como THE OFFICE ou CURB YOUR ENTUSIASM, temos o prazer de apresentar UM MUNDO CATITA.

Esta série será uma ficção sobre a vida e obra de Manuel João Vieira, famoso actor, pintor e candidato à presidência, vocalista de grupos como Enapá 2000 ou Irmãos Catita. Composta por seis episódios de 30 minutos cada, a série será filmada em suporte de alta definição (HD) e película (16mm), num investimento significativo na qualidade de imagem.

Para além da participação do próprio Manuel João Vieira e de alguns dos membros dos grupos já mencionados, contará também com a presença de actores como João Didelet.

A realização estará a cargo de Filipe Melo e João Leitão numa co-produção entre O PATO PROFISSIONAL PRODUÇÕES AUDIVISUAIS LDA e a INDIVÍDEOS.
A direcção de fotografia está a cargo de Daniel Neves e Tony Costa (AIP).

O projecto será, à semelhança do anterior filme de "zombies", uma produção completamente independente representando uma vez mais um forte investimento a nível tecnológico e estético.

O lançamento está previsto para o Verão de 2007, com ante-estreia pública no início do próximo ano.

Terça-feira, Dezembro 05, 2006

DOA: Dead or alive - Os dvds da ira

...É importante referir que durante a elaboração deste texto não foram usados utensílios de cozinha para fazer lobotomias a certas e determinadas pessoas às quais uma lobotomia poderia efectivamente melhorar a qualidade de vida...

Sabem como por vezes eu começo a debitar linhas e linhas de texto só por estar relativamente zangado com alguma coisa? Bem, durante os próximos parágrafos é possivel que testemunhem esse fenómeno, porque tive a "honra" e o "prazer" de testemunhar um dos grandes blockbusters que estrearam nas salas de cinema portuguesas este ano.

Alguém me consegue explicar como é que filmes como "The Weather Man - O homem do tempo" ou "Layer Cake" são lançados directamente para dvd enquanto que filmes como "Submerged - Ameaça Biológica" ou este "DOA: Dead or Alive - Guerreiras Mortais" têm direito a pelo menos uma semana para exibição. Ainda estou à espera de uma data de estreia para o "The Prestige"...

Mas permitam-me explanar o porquê da minha indignação falando-vos desta "pérola" que é o "D.O.A.". Mais uma vez estamos perante uma adaptação de um videojogo, neste caso um "clássico" dos beat'em ups, um jogo homónimo ao filme. Curiosamente o jogo tinha-se destacado pela física realística dos seios das suas personagens femininas, foi assim que ganhou toda a sua fama e protagonismo. É por isso justo que o filme centre a sua acção nas personagens femininas do jogo. Com este objectivo, o realizador Corey "Correio de Risco" Yuen foi buscar as seguintes meninas:

Devon Aoki


Cada uma delas é detentora de uma filmografia aterradora excepto, é claro, Devon Aoki pois teve a sorte de participar em Sin City. É certo que cada uma destas meninas enche o olho a qualquer pessoa mas, sinceramente, isso não salvou da desgraça o "Elektra" ou o "Catwoman". Claro que depois como vilão principal decidiram ir buscar uma velha glória do "bom" cinema, Eric Roberts, mas, espantem-se (eu pelo menos fiquei muito espantado), nem mesmo ele consegue salvar este filme da ruína.

O argumento:

Aoki é uma princesa ninja que vive num castelo no alto de um precipicio com vários milhares de metros e, portanto, anda sempre com uma asa delta escondida debaixo da sua roupa. A menina foge do dito castelo para procurar o seu irmão desaparecido sabendo de antemão que todo o seu clã, especialmente Natassia Malthe, vai tentar matá-la por ela ter fugido(é uma coisa de ninjas portanto não me peçam para explicar porquê, o filme também não o faz). Quando já está na asa delta uma estrela ninja aparece vinda de lugar nenhum a dizer que ela está convidada para o torneio DOA.
Jaime Pressly está a apanhar banhos de sol na Tailândia e é abordada por piratas que levam uma trepa descomunal porque ela é uma gaja que faz wrestling profissional. Ela anda a tentar provar ao mundo que também sabe lutar. Nesse preciso momento uma outra estrela ninja aparece também misteriosamente com o convite.
Holly Valance é uma ladra e assassina profissional que está a tomar um duche, o que é aparentemente muito importante para o filme. Quando sai do banho usando uma toalha pequena tem a polícia à espera dela para a prender. Ela diz que só se vai vestir e coloca as suas cuequinhas diminutas de uma maneira muito sensual, pede ao polícia que lhe chegue o sutiã, o que ele faz com a ponta da pistola. Num movimento que em nada tem de artificial ou de coisas geradas a computador ela usa a toalha para por dois polícias inconscientes enquanto mete o sutiã e apanha a pistola(por esta ordem) servindo-se dela para ameaçar um terceiro polícia de modo a que este lhe aperte o sutiã. Mais uma vez a estrela aparece quando ela está a fugir.
Finalmente temos Sarah Carter a filha do criador do torneio, que atingiu a idade em que pode competir.
Muitas lutas, jogos de voleibol, biquinis e roupas pequeníssimas e innuendos de lesbianismo depois...
Dão-se muitas e variadas lutas de modo a que sejam estudados os movimentos dos lutadores e que o vilão, Eric Roberts, possa fazer o download dos movimentos para os seus óculos de sol de lutar(OSDL) e que lhe permitem prever os 10 movimentos de luta seguintes que um lutador vai fazer baseando-se na posicial inicial do lutador. Vemos uma demonstração disso mesmo com o irmão da Aoki, que aparentemente é o "maior especialista em artes marciais vivo" e que também é derrotado pelos OSDL, no final há uma luta em que todas participam derrotando assim o vilão e os seus OSDL.

A não perder:

1 - Holly Valance
2 - Jaime Pressly
3 - Natassia Malthe
4 - Sarah Carter
5 - As barras de energia por cima das personagens quando estão a lutar (sim, no filme)
6 - Os OSDL
7 - As roupas pequeníssimas
8 - O argumento
9 - As estrelas ninja do convite
10 - A sequência do sutiã

Parte da sequência do sutiã...

Conclusão:

Tal como Elektra e Catwoman este filme não consegue ser salvo só por ter raparigas de sonho nos papéis principais. E mais uma vez pergunto porque é que obras destas são lançadas no cinema enquanto coisas muito melhores vão directamente para DVD?

Ficha Técnica:

Título: "DOA: Dead or Alive"
Ano: 2006
Realizado por: Corey Yuen
Duração: 87 minutos
IMDB

Terça-feira, Novembro 28, 2006

The fallen ones


Existem vários actores que eu muito admiro pelo rumo que souberam dar à sua carreira. Um destes casos é Casper Van Dien que ficou conhecidissimo em 1997 por ser o protagonista de Starship Troopers e que ainda teve um papel secundário em Sleepy Hollow (A lenda do cavaleiro sem cabeça, filme de 1999). No espaço de 2 anos entre estes filmes entrou em cinema de "grande qualidade", mas a partir de Sleepy Hollow a sua carreira foi sempre a descer, ou fazendo jus a este blog "sempre a subir", entrando em filmes que não lembram a ninguém, dos quais eu felizmente já tive oportunidade de ver bastantes (talvez demais). Mas diga-se que Casper Van Dien sempre mostrou um talento inacto para este tipo de cinema. Este The fallen ones (2005) não foge à regra da filmografia de Casper Van Dien.

O filme é um projecto pessoal de Kevin VanHook que para além da realização assinou também o argumento, a edição e ainda teve tempo para um pequeno papel no filme. De notar que Kevin VanHook é um realizador ao qual os filmes desta qualidade não são desconhecidos (já em 2006 fez um novo filme com Casper Van Dien).

Quanto à história, esta resume-se a: O arqueólogo Matt Fletcher (Casper Van Dien) descobre um túmulo escondido que contem um gigante mumificado desde os tempos do grande dilúvio biblico. Matt para além de ter de descobrir que gigante é aquele tem de lutar contra um "Anjo caido", que na actualidade é um homem muito rico, e que procura recuperar o gigante (que é o seu filho) de modo a ter o controlo do mundo.

A história é confusa, sem grande linearidade e nexo entre as diferentes cenas. As interpretações são todas muitissimo más, não havendo um único actor que escape no meio do descalabro de interpretações. Os papeis de maior destaque, para além de Casper Van Dien, estão a cargo de Kristen Miller, uma actriz mais virada para a televisão e que teve um papel secundário em Cherry Falls (em português: Virgens de sangue, filme que me orgulho de ter visto no cinema), que interpreta Angela a colega de trabalho e interesse amoroso de Casper Van Dien. E Navid Negahban, outro actor que se dedica muito a televisão, no papel de Ammon/The fallen one (o mau da fita). Este Navid Negahban mostra um "grande " talento, visto que consegue passar o filme todo com a mesma expressão na cara.

De referir ainda o "grande" Tom Bosley no papel de um criptólogo amigo de Casper Van Dien. Este actor aparece no inicio do filme a falar inglês com um sotaque que é uma espécie de mistura entre alemão, árabe e mais qualquer coisa. Mas ao longo do filme o sotaque vai desaparecendo, havendo algumas altura em que volta mais carregado e com uma sonoridade diferente. Grande trabalho!

Os efeitos especiais são os normais para um filme de baixissimo orçamento como este, ou seja, muito maus. De referir as cenas em que aparece o gigante que são dignas de um jogo de computador de finais dos anos 90.

O melhor: a actriz Kristen Miller (pela sua beleza) e o sotaque de Tom Bosley.

O pior: ser mais um filme de Casper Van Dien.


Ficha técnica

Nome: The fallen ones
Ano: 2005
Realização: Kevin VanHook
Duração: 90 minutos

Segunda-feira, Novembro 27, 2006

Absolut Vodka


E se, de repente, os pólos magnéticos da terra se invertessem?
Foi isso que Sara Watson pensou para produzir uma das obras-primas de 2005... Absolute Zero.
E que concluiu ela perante tamanho pensamento?
Simples: Tudo o que geograficamente fique 30º acima e abaixo do equador ficaria subitamente a zero graus Kelvin... zero absoluto.
Genial, creio que nem Jim Wynorski, o deus dos filmes de série B e abaixo, se lembraria de tal façanha.
Façamos uma analogia algo rude: se ligarmos uma pilha (daquelas de volt e meio) ao contrário, estamos sujeitos a que o discman congele. Ok, ok, eu sei que a Sara Watson estava a falar de pólos magnéticos e não eléctricos, mas porra... também tenho direito a ter ideias geniais ou não?

Mas vamos ao filme:
Jeff Fahey é uma cara conhecida e já leva 96 filmes na sua longa carreira, sendo que apenas 4 deles possuem um rating acima de 6 no IMDB. Creio que dispensa mais apresentações.
Erika Eleniak é uma ex-coelhinha da playboy, e como todas as ex-coelhinhas da Playboy, talento aos pares não lhe falta. A sua cara talvez não seja muito conhecida, mas outros atributos saltam facilmente à memória da sua participação nesse supra-sumo da tv de qualidade que deu pelo nome de Baywatch.
O resto dos actores não interessa para nada, mas a Brittney Irvin com aquela carinha laroca chamou-me a atenção e já vi que tem dois filmes que merecem um visionamento mais atento, mais não seja pelos títulos que deixam antever uma qualidade inegável: Quarantine e Panic in the Skies!

O argumento já está meio desmontado nas linhas anteriores, mas há coisas que não se podem deixar de referir, tal como a forma encontrada para o meteorologista, a boa e a filha e ainda a tal Brittney (A.J. no filme) encontram para se salvar da frente fria que caminha tal qual um fantasma atrás das vítimas que pretende assombrar: trancar-se num laboratório.
Sim, porque todos nós sabemos que se de repente aparecesse uma frente fria daquelas que os meteorologistas se fartam de falar e na qual as temperaturas atinjam os 0 Kelvin, a solução seria simples: fecharmo-nos num quarto e calafetar portas e janelas.

Mas voltemos aos momentos iniciais do filme.
Começamos por nos encontrar em plena Antártida onde um grupo de cientistas leva a cabo uma expedição para determinar as causas do aparecimento de uma gruta. Até aqui nada de anormal. Grutas no pólo sul e gajos em camisa de manga curta a festejar o aquecimento global (não, não estou a inventar).
Mas, de repente, uma tempestade de neve de esferovite abate-se sobre todos e morte atrás de morte, sobra o nosso herói. Confesso que nunca tinha visto um tornado na Antártida, mas se os argumentistas dizem que há, quem sou eu para contrariar.
A imagem corta e encontramos o nosso herói já em Miami a analisar os dados da tempestade. Como raio o homem se salvou da tempestade não sei, mas isso não interessa para nada.
Depois a história do costume. Um mau da fita, que neste caso é o patrão da empresa onde trabalha o meteorologista e que faz tudo para evitar que este convença as pessoas importantes que financiam a sua empresa de que o frio está a caminho.
Há ainda a realçar o encontro do herói com o amigo de longa data que o vai ajudar a interpretar os dados e com a mulher deste que é, por acaso, sua ex-namorada que abandonou há dez anos.

Depois vem um dos momentos altos do filme. A reunião entre senadores americanos e o patrão da empresa para financiar um projecto capaz de parar as consequências de uma nova época glaciar que deve ocorrer dali a 300 anos.
Sim, porque este último parágrafo não está sem sentido. Eu escrevi mesmo isto porque é o argumento do filme.
Eis que entra de rompante o nosso meteorologista e, interrompendo a conversa entre os presentes, nos brinda com um momento de grande categoria. Um Óscar é o mínimo que se lhe pode atribuir. E como as imagens valem por mil palavras, tomei a liberdade de vos preparar uma animação com imagens do filme e um pequeno extra que me pareceu adequado.
A verdade é que a conversa convenceu mesmo o senador que manda evacuar Miami enquanto se começam a sentir os primeiros efeitos de uma época glaciar que se abate em questão de minutos sobre a cidade. Icebergues na costa, mais neve de esferovite, gajas boas em bikini a sentir arrepios, etc etc.
Depois vem a batalha final contra a vaga de frio: fugir para se trancarem num laboratório. E fugir como? Correndo o mais que conseguirem. Segundo Sara Watson (nunca é demais referir o nome por causa de tamanho brilharete na escrita deste argumento) o frio vem de uma direcção e congela tudo nessa mesma direcção. Por isso basta correr em sentido contrário.
Pelo meio há a morte do amigo do meteorologista numa cena com efeitos especiais de cortar a respiração, morte essa que parece ter agradado ao nosso herói e á sua (agora) viúva, porque nem 3 minutos de filme depois já se notava um certo clima de "há dez anos abandonei-te, mas agora era gajo de te aquecer"... afinal o frio aperta a todos.
E pronto, cenas finais, os nossos sobreviventes trancados no laboratório enquanto o exterior congela, à espera de receber um telefonema de alguém mais que tivesse sobrevivido. Chega um helicóptero (sim, porque quando a noite passa, os 0 kelvin também passam) e imagem final de arrepiar:
O globo, congelado no equador.


O melhor:
  • A carinha laroca da Brittney Irvin.
  • A neve de esferovite.
  • Os tornados que nascem do nada derivados da mudança de pólos magnéticos terrestres.
  • O par de talentos da Erika Eleniak.

O pior:
  • A falta de respeito do nosso herói para com o seu amigo de longa data, que após a morte deste demora 3 minutos de filme para lhe tentar galar a viúva.


Ficha Técnica:

  • Título: "Absolut Zero"
  • Ano: 2005
  • Realizado por: Robert Lee
  • Duração: 86 minutos

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