In The Name Of The King: A Dungeon Siege Tale ou O Senhor do Aneis Ao Estilo Uwe Boll
Pode parecer ao meu leitor que eu tenho de facto alguma coisa contra o Uwe Boll, mas gostava de lhes garantir que não é bem esse o caso. O que se passa é que este inovador de adaptações de videojogos para o grande ecrã não é um realizador bom, aliás nem sequer um realizador medíocre. Na verdade, ele é um realizador muito mau e a única coisa que tenho contra ele é o facto de ele continuar a ter fundos quase ilimitados para fazer filmes que são maus no conteúdo e maus na bilheteira enquanto que a realizadores mais talentosos não é dada a mesma hipótese.
Bem, este filme é a adaptação de um videojogo conhecido como Dungeon Siege. Para além do nome do filme ter o nome do jogo algures existem outras semelhanças, nomeadamente a existência de magia e criaturas mágicas e ainda o facto da personagem principal se chamar, tal como no jogo, Farmer, ou seja, Lavrador. As semelhanças acabam aí.
O filme acabou por ter uma história interessante, se consultarem o IMDB reparam logo que o filme tem data de 2007, quando na verdade já está pronto desde Novembro de 2006, no entanto, não houve uma única distribuidora a lhe querer tocar, só no final de 2007, princípio de 2008 é que alguém decidiu colocar isto no cinema.
Um dos factos mais impressionantes é o elenco de actores aqui reunido, tudo bem, alguns deles não são nada por aí além mas são de certeza bem pagos: Jason Statham, John Rhys-Davies, Ron Perlman, Claire Forlani, Kristanna Loken, Ray Liotta e até mesmo Burt Reynolds. Sei que devem estar a pensar "com um elenco destes como é possível falhar?", bem acho que um dos maiores problemas nesta adaptação é sem dúvida alguma a edição. É certo que a história não é grande coisa, mas os actores fazem o que podem com ela, os efeitos especiais não são nada mal, as lutas até estão bem coreografadas (se esquecermos o facto do Lavrador ser mais eficaz a lutar do que o chefe dos soldados do rei), os cenários estão bem feitos, o vestuário está bem, a caracterização das criaturas também portanto sem dúvida que a edição é o que falha no filme.
Como é que eu posso dizer isto? Talvez porque o filme tem cerca de 2 horas mas posso dizer com franqueza que me pareceu mais longo do que ver todos os filmes do Senhor dos Aneis versões extensas de seguida, opinião essa partilhada por uma outra crítica que li ao filme. É mesmo muito maçudo. Sem falar no facto de que certos acontecimentos parecem estar fora do seu lugar, mais uma vez devido à má edição. Mas acho que já chega de falar de maneira vaga, vamos aos específicos.
Depois dão-se as normais reviravoltas no argumento metendo elfos(talvez, não sei bem que raça é que é suposto ser as criaturas da floresta), magos, reis, herdeiros ao trono, ninjas, etc.
2 - A Kristanna Loken
3 - As cenas que parecem ser continuação de outras cenas que já passaram à 10 minutos atrás
4 - Os ninjas (sim, leram bem, ninjas!!!)!
5 - As sequências de batalha que apesar de bem coreografadas parecem nunca mais ter fim
6 - O filme parece mais longo que os senhores dos aneis todos de seguida
7 - A maneira de chegar à fortaleza do mau
8 - O Lavrador parece ser um combatente nato
9 - Nunca me canso de dizer isto, a personagem principal chama-se Lavrador
Ficha Técnica:
Título: "In the Name of the King: A Dungeon Siege Tale"
Ano: 2007
Realizado por: Uwe Boll
Duração: 124 minutos















...É importante referir que durante a elaboração deste texto não foram usados utensílios de cozinha para fazer lobotomias a certas e determinadas pessoas às quais uma lobotomia poderia efectivamente melhorar a qualidade de vida...











